Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho

JC Negócios

Por Fernando Castilho
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Governo Federal dá outorga ferroviária ao Grupo Bemisa para interligar Suape com a Transnordestina

Grupo Bemisa poderá oficialmente entrar no projeto da ferrovia Transnordestina

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 09/12/2021 às 13:55
BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
A principal novidade do marco legal é liberar um novo regime ferroviário no País, chamado de autorização - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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O Ministério da Infraestrutura anuncia, na tarde desta terça-feira (9), a outorga ferroviária ao Grupo Bemisa para a obra da interligação do Porto de Suape, em Pernambuco, e a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, somando um total de 717 quilômetros.

Com isso, o Grupo Bemisa adquire as condições de poder trafegar no trecho entre Arcoverde e Suape com direito de passagem pela ferrovia Transnordestina, cuja concessão do Grupo Steimbruch, através da CSN, já construiu a linha de Arcoverde. Eliseu Martins (PI) é o destino final da ferrovia, que antes passa pelo município de Curral Novo (PI), onde está a mina de minério do ferro, pertencente ao mesmo grupo que controla a Bemisa (Oportunnity).

Com a outorga, o Bemisa tem oficialmente condições de finalizar o trecho da Transnordestina que chega a Suape que terá ainda um terminal de minério de ferro na Ilha da Cocaia.

Na última terça-feira, o Ministério da Infraestrutura publicou a abertura do processo de consulta pública para a mudança do traçado da poligonal da área do Porto Organizado de Suape e os elementos que a fundamentaram que visam separar a ilha de Cocais da área do porto organizado.

A portaria assinada pelo Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério a Infraestrutura, Diogo Piloni e Silva, prevê os procedimentos de consulta pública relativa à adaptação da área do Porto Organizado de Suape entre os dias 25/01/2022 a 21/02/2022 com prazos para oferta de sugestões e contestações.

A portaria dá a Suape, legalmente, as condições de começar a negociar a construção da Transnordestina, mesmo que o Grupo Steimbruch tenha a concessão da ferrovia.

O ministério da Infraestrutura vai dar uma outorga - um tipo de permissão - para o grupo da empresa de mineração Bemisa construir uma nova ferrovia no mesmo traçado do trecho pernambucano-piauiense da Ferrovia Transnordestina, ligando Curral Novo, no Sul do Piauí, ao Porto de Suape, em Pernambuco, com 717 quilômetros de extensão.

Na prática, retirar a Ilha de Cocaia do porto organizado significa que o grupo da Bemisa pode ter um terminal privativo de minério de ferro na Ilha de Cocaia, empreendimento fundamental na consolidação da ferrovia.

O Grupo Bemisa pretende instalar um terminal de minério de ferro na Ilha de Cocaia, em Suape, e escoar, via Transnordestina, a produção de suas jazidas localizadas no Piauí. As tratativas com o Grupo Bemisa vinham sendo feitas com o Governo de Pernambuco desde 2019 para concluir o trecho estadual da ferrovia, cujas obras foram iniciadas em 2006.

Presente em sete Estados brasileiros, a empresa tem um portfólio de nove projetos, que englobam uma ampla gama de minerais: minério de ferro, ouro, níquel, fosfato e calcário.

Próximo a Cural Novo, o município piauiense de Paulistana, no trecho ferroviário entre Elizeu Martins (PI) e Salgueiro, tem uma jazida com volume de 800 milhões de toneladas de ferro, configurando-se como a maior reserva mineral daquele Estado, e uma das maiores do País.

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