Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho

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Por Fernando Castilho
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Indústria naval vai adotar combustível verde para mover seus novos super cargueiros porta-contêineres

O A A.P. Moller será o primeiro da frota composta por oito navios porta-contêineres movidos a combustível verde.

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 13/12/2021 às 17:00
 MAERSK/DIVULGAÇÃO
PRIMOGÊNITO A Maersk divulgou a imagem do que promete ser o primeiro navio neutro em carbono do mundo; o A A.P. Moller deve estrear em 2024 - FOTO: MAERSK/DIVULGAÇÃO
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Os navios já foram totalmente sustentáveis ecologicamente. Eram feitos de madeira, cordas e betume natural. Até mesmo na Bíblia a Arca de Noé é um exemplo de sustentabilidade.

O mundo evoluiu, passou a usar o ferro, o aço e o adotou combustível de petróleo, o bunker ou o Marine Fuel destinado ao abastecimento de navios de grande porte. Agora, parece que a indústria naval também quer tirar onda de ambientalmente correta e adotar o combustível verde.

Nesta segunda feira (13), a gigante Maersk divulgou a primeira imagem do que promete ser o primeiro navio neutro em carbono do mundo, cuja operação está programada para o início de 2024, com o nome de A A.P. Moller. Este será o primeiro da frota composta por oito navios porta-contêineres movidos a combustível verde.

“Ao projetá-los, nossa ambição era garantir que os novos navios pudessem atender nossos clientes de maneira mais inteligente, além de contribuir para seus objetivos de transporte neutro em carbono”, destaca a empresa, em um comunicado global.

Exclusivo no setor, o design permite uma eficiência energética 20% superior por contêiner transportado, em comparação com a média do setor para navios desse porte.

Além disso, espera-se que toda a série economize cerca de um milhão de toneladas de emissões anuais de carbono, proporcionando um transporte neutro em carbono em escala no comércio marítimo.

A primeira embarcação está programada para entrar em operação no início de 2024. Com capacidade de combustível, as embarcações poderão fazer uma viagem completa de ida e volta, a exemplo da rota Ásia-Europa, com metanol verde.

E não serão navios pequenos. Os novos porta-contêineres terão 350 metros de comprimento, 53,5 metros de largura e serão significativamente diferentes do que foi visto antes para quaisquer navios porta-contêineres maiores.

A nova série será construída pela Hyundai Heavy Industries, vem com uma configuração inovadora de motor bicombustível que pode operar com metanol e combustível convencional com baixo teor de enxofre.

A acomodação da tripulação e a ponte estarão localizadas na proa para permitir o aumento da capacidade do contêiner.
O funil ficará na popa e apenas em um dos lados da embarcação, proporcionando mais espaço para a carga. Essa separação entre acomodação e funil também melhora a eficiência no porto.

A fabricação do projeto levou quase cinco anos, ao mesmo tempo em que a Maersk cruzava um território de design naval inexplorado. Para possibilitar esse novo design, vários desafios tiveram que ser enfrentados.

Em primeiro lugar, o conforto da tripulação teve que ser garantido com as acomodações colocadas neste local mais exposto.
Além disso, a resistência adequada do casco também era um parâmetro importante a ser protegido, com o bloco de acomodação normalmente funcionando como um “enrijecedor” do casco quando colocado mais para trás.

A empresa de transportes prevê novos arranjos para botes salva-vidas e luzes de navegação tiveram que ser desenvolvidos, além de novas câmeras para apoiar a visão do capitão durante a navegação.

“O comunicado da empresa diz eperar levar as embarcações pelos oceanos do mundo e continuar o trabalho na criação de novas soluções para melhorar a eficiência da futura cadeia de abastecimento de nossos clientes”, destaca a Maersk.

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