Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho

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Por Fernando Castilho
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Petrobras garante importação, mas crise do diesel continua sem importação de empresas privadas

Até agora, a Petrobras é a única empresa que se comprometeu a importar combustíveis, especialmente do diesel A, que é mais consumido no Brasil

Fernando Castilho
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Publicado em 13/06/2022 às 7:30 | Atualizado em 13/06/2022 às 12:16
MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
A guerra na Ucrânia vem pressionando o preço do petróleo e os reajustes irão pesar nas bombas - FOTO: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
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O Brasil vai precisar importar, por mês, entre 228 milhões e 454 milhões de litros de diesel S-10, (2,37 bilhões de litros, no segundo semestre) para atender às necessidades do mercado, que deve consumir esse volume a mais do produto além do que a Petrobras produz e do que ela vai importar.

A cobertura do déficit de diesel precisará ser importado por empresas privadas que atuam no setor, mas com a dificuldade de manter a paridade ao preço internacional, apenas a Petrobras confirmou a importação do produto. Em outubro, a necessidade será a maior (698 milhões de m³), e a menor em dezembro, de 93 milhões de m³.

Para o segundo semestre, a Petrobras comunicou ao MME que deve importar um total de 2,69 bilhões de m³, em média 395 milhões de m³ mês. Mas, ainda assim, ficarão faltando 2,37 milhões de m³ de Diesel A, que é o produto mais consumido no País.

E, até agora, ela é a única empresa que se comprometeu a importar combustíveis, especialmente do Diesel A.

Esse volume de diesel A se somará ao que ela vai produzir e à produção da refinaria Acelen (BA), a refinaria que era da Petrobras e foi privatizada no ano passado.

Até agora, ainda não há informações se as empresas privadas vão fechar suas importações, embora já se saiba que as distribuidoras regionais não farão importações de diesel até dezembro.

O Brasil consome, por mês, 5,2 bilhões de m³, dos quais 2,91 bilhões de m³/mês apenas de S-10.
Os dados formam confirmados ao Ministério das Minas e Energia, no último dia 3, na reunião da Mesa de Abastecimento. Nessa reunião foram apresentados os cenários para o setor no segundo semestre de 2022.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética – EPE, que faz os estudos para o MME sobre o setor, mantido esse cenário, o déficit será nas regiões de São Paulo e Centro Oeste, especialmente em novembro e dezembro, com 109 milhões de m³ em novembro e mais 122 milhões de m³ em dezembro.

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, há previsão de déficit nos seis meses entre julho de dezembro. Nas regiões Sul, Norte e Nordeste, não há previsão de estresse de falta de S-10.

Esse quadro não quer dizer vai faltar óleo nos postos. Mas haverá necessidade de controle mais rígido de gerenciamento dos estoques da Petrobras em suas bases de distribuição.

No encontro, os representantes da ANP pediram que os agentes do mercado tragam até a mesa as suas visões sobre os riscos ao suprimento nacional. Em 12 meses, o consumo de diesel S-10 cresceu 5,2%.

Na mesma reunião, o Ministério das Minas e Energia sugeriu que essa diferença a ser complementada pelas importações seja comparada com os volumes disponíveis em estoques, de modo a ter números mais precisos e reduzir o risco de desabastecimento.

A Abicom (que representa a importadoras regionais) comunicou que as defasagens elevadas impossibilitam as operações pelos seus Associados.

Os representantes do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa as grandes distribuidoras (Raízen-Shell, Vibra e Ipiranga), informaram que no segundo semestre do ano passado, o mercado apresentou um consumo maior do que os segundos semestres de 2020 e 2021, o que dificulta a confecção de qualquer modelo mais ajustado.

E como elas não confirmaram se vão fazer importações, o mercado no segundo semestre dependerá exclusivamente da Petrobras, das importações da Petrobras e da produção da Acelen na Bahia.

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