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Mais do que passageiros, motoristas são as principais vítimas da violência nos aplicativos de transporte

99 lança recursos para proteger motoristas parceiros. Confira as novidades

Roberta Soares
Roberta Soares
Publicado em 26/05/2021 às 18:34
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JC IMAGEM
Aplicativo de transporte - FOTO: JC IMAGEM
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Você sabia que as principais vítimas da violência nos aplicativos de transporte remunerado de passageiros, como Uber e 99, são os motoristas e não os usuários? Os condutores representam 87% dos casos mais graves entre as ocorrências de segurança, como roubos e sequestros. Por isso, cada vez mais a categoria pede informações sobre os passageiros.

Pensando nisso, a 99 anunciou nesta quarta-feira (26/5) novos recursos de segurança para motoristas parceiros. Um dos destaques é a ferramenta Validação de Acesso, que utiliza uma solução de prevenção de fraude da Serasa Experian para verificar se os usuários são os donos dos CPFs informados por meio de um questionário. Além disso, a empresa está lançando um novo modelo de mapeamento de áreas de risco que permite aos condutores colaborar com a identificação dessas regiões. E, ainda, disponibilizando o app Digitalização de RG, que fará a checagem instantânea de documentos de identidade.

“Realizamos uma série de pesquisas e entrevistas com os parceiros para entender as funcionalidades mais desejadas e eficazes para incrementar a segurança. Nesses grupos, os maiores pedidos foram por mais informações dos passageiros, com 45% das solicitações, e aprimoramento das áreas de risco, com 54%”, afirmou Thiago Hipólito, Diretor de Segurança da 99. 

FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Motoristas sempre pediram para ter mais informações sobre os passageiros - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

Novas validações de passageiros

A 99 já solicita CPF ou cartão de crédito para todos os passageiros antes da primeira chamada. Agora, a empresa adicionará uma camada a mais de proteção ao confirmar informações que só o verdadeiro dono do documento pode saber.

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- Validação de Acesso: Em corridas identificadas como de risco, e também de forma aleatória, o app envia a passageiros um quiz com base nos dados do CPF inserido. O objetivo é evitar a utilização da documentação de outras pessoas. Os primeiros testes irão acontecer até o fim de maio.

As perguntas são variadas e podem incluir questões diversas como nome da mãe, data de nascimento, banco em que possui conta ou vencimento do cartão de crédito. Ao fazer o teste, o passageiro não terá confirmação das informações do CPF. Ou seja, ao escolher a alternativa, ele não será alertado se é a certa ou a errada. Sem as respostas corretas, a viagem não pode ser realizada.

- Digitalização de RG: A 99 também vai passar a solicitar dos passageiros uma foto do documento de identidade, utilizando a câmera do celular do próprio usuário. O sistema verificará instantaneamente se ele é verdadeiro ou não, e funcionará para todos os modelos atualmente existentes. Além de prevenir eventuais fraudes, a tecnologia vai facilitar o cadastro, já que dados serão copiados automaticamente da cédula, em vez de ser digitados.

- Assistente de segurança: O motorista terá acesso rápido e claro, na tela de aceite, às informações do passageiro, como: verificação de CPF e cartão, foto, frequência de uso, nota e categoria da corrida (por exemplo, 99Pop ou 99Comfort). Outros recursos dessa ferramenta são a gravação de áudio, compartilhamento de rotas, botão de ligar para a polícia, além do contato da Central de Segurança emergencial da companhia, disponível 24h.


Mapeamento de áreas de risco ampliado

- Colaboração dos motoristas: Após a corrida, a 99 envia um pop-up ao condutor para saber se a corrida aconteceu em uma área de risco. A classificação se juntará às demais informações estatísticas analisadas pela Central de Segurança do aplicativo. Ao todo, 382 mil motoristas já colaboraram, em menos de um mês de testes.

- Mapeamento Dinâmico: O zoneamento não é fixo e agora pode variar de acordo com fatores como a hora do dia. Por exemplo, uma região comercial movimentada no período de trabalho, mas deserta à noite, pode ser considerada como de risco somente após determinados horários.

FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
O PL, no entanto, poderá ser visto como inconstitucional e não ser sancionado pelo prefeito João Campos (PSB) porque as duas categorias não fazem parte do Plano Nacional de Imunização (PNI) - FOTO:FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

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