COLUNA MOBILIDADE

Dia Mundial das Vítimas do Trânsito: precisamos é reduzir a velocidade das nossas ruas e avenidas

Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomendou a velocidade máxima de 50 km/h nas áreas urbanas

Roberta Soares
Roberta Soares
Publicado em 21/11/2021 às 8:45
BRENDA ALCÂNTARA/ACERVO JC IMAGEM
Toda a violência no trânsito passa pelo excesso de velocidade praticado pelos condutores. Quanto mais rápido um veículo estiver trafegando, maior será o impacto de um sinistro de trânsito - FOTO: BRENDA ALCÂNTARA/ACERVO JC IMAGEM
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O Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito deve ser visto como um alerta para o futuro e para a necessidade de reduzirmos as mortes e mutilações provocadas pelo trânsito. E a grande prevenção a toda essa violência é, antes de qualquer outra medida, a redução da velocidade limite das ruas e avenidas de nossas cidades. Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomendou a velocidade máxima de 50 km/h nas áreas urbanas.

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ARTES JC
Algumas das vítimas do trânsito no Grande Recife - ARTES JC

Toda a violência no trânsito passa pelo excesso de velocidade praticado pelos condutores. Para quem não sabe, um atropelamento a uma velocidade de 60 km/h equivale a aproximadamente uma queda do 6º andar. E, nesse caso, a vítima tem 98% de chances de vir a óbito. Quanto mais rápido um veículo estiver trafegando, maior será o impacto de um sinistro de trânsito. Dessa forma, a velocidade afeta não só o risco de ocorrência de um sinistro, mas a gravidade com que ele ocorre. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma redução de até 5% na velocidade média do veículo pode resultar em 30% menos sinistros fatais, ou seja, com óbitos.

ARTES JC
Algumas das vítimas do trânsito no Grande Recife - ARTES JC

Mesmo a uma velocidade de 50km/h o perigo permanece. Segundo a OMS, o motorista também não consegue frear a tempo e o pedestre é atropelado, mas as chances de sofrer apenas ferimentos e sobreviver é maior. Já a 40km/h ou menos, o atropelamento é evitado. Francisco Cunha, arquiteto, urbanista e ativista da mobilidade a pé no Recife, com reconhecimento nacional pela sua experiência e luta, é um crítico ferrenho da banalização do excesso de velocidade nas cidades. É tanto que tem feito campanha pela adoção da velocidade limite de 30 km/h nas ruas da capital. “O maior problema da segurança viária no Brasil é a velocidade alta. Existe uma leniência no País com o excesso de velocidade. E esse descumprimento é diário, cotidiano. Embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) defina que nas vias arteriais a velocidade máxima desenvolvida deve ser de 60 km/h, nas vias alimentadoras de R$ 40km/h e nas vias locais, de 30 km/h”, pontua.

FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Para quem não sabe, um atropelamento a uma velocidade de 60 km/h equivale a aproximadamente uma queda do 6º andar - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM


Confira alguns impactos do excesso de velocidade:

DIVULGAÇÃO
Segurança viária - Iniciativa Bloomberg - DIVULGAÇÃO

THIAGO LUCAS/ ARTES JC
Por que reduzir a velocidade das vias? - THIAGO LUCAS/ ARTES JC

 

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