Se o Campeonato Brasileiro tem os estrangeiros como destaques, a Copa do Brasil exalta o trabalho de treinadores "made in Brazil". Com jeitos bem diferentes de comandar seus times e que fogem de uma linha tradicional.
Renato Gaúcho é o boleirão. Técnico mais longevo no País, dirige o Grêmio à moda antiga. Tratando os jogadores como parças. Em campo, buscando o ataque o tempo todo. Como nos velhos tempos. Fernando Diniz é como uma montanha russa no São Paulo, único time a estar entre os quatro melhores nas duas principais competições do País. As vezes apontado como um deus. Outras, como burro. Pelo jeito ímpar de trabalhar, priorizando troca de passes, posse de bola e, acima de tudo, qualidade. Sem medo de perder bola dentro de sua própria área. E gritando o tempo todo. Muitas vezes mais que o normal. Assim como Diniz, o ex-treinador do Náutico Lisca também tem temperamento explosivo quando cutucado. Embora mude completamente de uma hora para outra. Bipolaridade não vista em suas equipes, como o América de Minas. Bem na Série B e pela primeira vez numa seminal da Copa do Brasil. Com merecimento. O quarto semifinalista é estrangeiro. Mas Abel pegou um Palmeiras já nas quartas de final. Recebeu de bandeja dos brasileiros Luxemburgo e de seu assistente Cebola. Um veterano, outro aprendiz. Mas aí seria uma história à parte.
Comentários