Romoaldo de Souza

Ex-presidente, Michel Temer não quer ser esquecido nem tão cedo

Sete meses depois auxiliar Bolsonaro com carta de desculpas a ministro do STF, Temer volta a atuar como conselheiro do presidente

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 03/02/2022 às 8:59
BETO BARATA / PR
Temer voltou a atuar como conselheiro de Bolsonaro - FOTO: BETO BARATA / PR
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O general João Figueiredo (1918 - 1999) assumiu o comando do país em março de 1979 com o desafio de promover a anistia e impulsionar a abertura política. Dias antes de deixar o Palácio do Planalto e voltar para cuidar de seus cavalos, Figueiredo disse “só peço ao povo que me esqueça”. E assim foi feito.

 

37 anos depois, e outro ex-presidente não apenas faz questão de ser lembrado, como o próprio chefe do Poder Executivo sente necessidade de governar ouvindo os conselhos de Michel Temer (MDB).

No ano passado, Jair Bolsonaro (PL) providenciou um avião, trouxe o ex-presidente ao Planalto e no final saiu uma carta com pedidos de desculpas por ter chamado um ministro do Supremo Tribunal Federal de canalha, no incendiário discurso no 7 de Setembro.

Sete meses depois e, novamente, Temer volta a atuar como conselheiro de Bolsonaro. Desta vez, porque o presidente faltou a um depoimento na Polícia Federal. A carta — com novas desculpas — ainda não foi divulgada, mas o tom para “apaziguar os ânimos” novamente será dado por Temer, aquele que não quer ser esquecido nem tão cedo.

Pense nisso!

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