Romoaldo de Souza

Covid-19: debate no Senado sobre passaporte da vacina gerou discussões inúteis e argumentos truncados

A pretexto de discutir exigência do passaporte vacinal, em alguns eventos, em órgãos públicos, o Senado Federal debateu a adoção do passaporte para o combate à covid-19 e não faltaram manifestações negacionistas de quem o tempo todo trabalhou contra a vacinação dos brasileiros

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 15/02/2022 às 8:31
Pedro França/Agência Senado
Adoção do passaporte sanitário para combate à covid-19 é debatida no Plenário - FOTO: Pedro França/Agência Senado
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Sabe quando o dinheiro do contribuinte é torrado sem a menor cerimônia? E eu nem estou falando da viagem da comitiva do governo brasileiro à Rússia e depois à Turquia. Estou me referindo a um desses debates sem a menor serventia para a sociedade, para a ciência e para o bolso do cidadão.

A pretexto de discutir exigência do passaporte vacinal, em alguns eventos, em órgãos públicos como na Câmara dos Deputados e nos tribunais superiores, o Senado Federal debateu a adoção do passaporte para o combate à covid-19 e não faltaram manifestações negacionistas de quem o tempo todo trabalhou contra a vacinação dos brasileiros.

“Estamos vendo o Senado Federal, mais uma vez, inovar, com debates colocados, muitas vezes, na sociedade, como politicamente incorretos, vamos dizer assim, com um pouco de polêmica, já que tudo, no nosso país, infelizmente, virou essa briga política. Deixando um pouco a emoção de lado, o nosso objetivo é entrar pela razão, pelo bom senso”, defendeu o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), um dos integrantes da tropa de choque do governo durante a CPI da Pandemia da Covid-19.

Na contramão dos argumentos dos parlamentares contrários à vacinação de crianças de cinco a 11 anos, o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, reforçou que, “mesmo que o vírus e as novas cepas necessitem de uma atualização constante de estudos e pesquisas, a vacina contra covid-19 reduz o risco de transmissão e os sintomas da doença”. O cientista disse que na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente está prevista a obrigatoriedade da vacinação.

“Todas as doenças do calendário infantil hoje contra as quais ninguém hesita em vacinar seus filhos matam muito menos do que a covid-19 e nem por isso ninguém deixa de vacinar seu filho contra a meningite, contra gripe, contra febre amarela, contra sarampo”, afirmou Renato Kfouri.

Horas de discussões inúteis, argumentos truncados que confundem ainda mais a cabeça dos pais e mães, quando o assunto é a vacina das crianças ou no caso dos trabalhadores que muitas vezes se negam a se vacinar com receio sabe-se lá do quê. Acabam sendo presa fácil para o vírus e tornam-se um disseminadores a pandemia.

Pense nisso!

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