Sem fiscalização, flanelinhas cobram até R$ 10 por vaga na rua no Centro do Recife

Publicado em 13/07/2017 às 7:10
Flanelinhas continuam comandando as ruas do Centro do Recife. Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem
FOTO: Flanelinhas continuam comandando as ruas do Centro do Recife. Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem
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Flanelinhas continuam comandando as ruas do Centro do Recife. Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem Os flanelinhas continuam comandando as ruas do Centro do Recife. Apesar da promessa da prefeitura de monitorar a ação deles, principalmente no Bairro do Recife, onde há um projeto piloto que prevê o cadastramento deles, os motoristas continuam reféns. Estacionar pelas ruas requer paciência e negociação. Os guardadores de carros, como também são conhecidos, cobram até R$ 10 pela vaga. Isso sem contar nas áreas de Zona Azul, que custam R$ 3, mas em alguns locais os motoristas são ameaçados a comprar a folha por um valor igual ou superior a R$ 5. Veja só esse relato enviado ao blog na semana passada: "Fui ao Cais de Santa Rita de carro, e me deparei com umas das coisas mais desorganizadas que já vi na vida: flanelinhas e trânsito. Além da deterioração do Cais de Santa Rita, onde o canteiro central só serve para carros sob o comando dos flanelinhas. Depois de dar duas voltas, dei sorte de pegar um carro saindo e colocar meu humilde carro lá. Sabia que a vaga era Zona Azul, pedi ao flanelinha uma folha. O mesmo me cobrou 10 reais, mesmo eu sabendo que custa 3. O mesmo não arredou o pé de forma alguma. Tirei o carro da vaga e, por sorte, novamente arrumei outra, onde estavam cobrando 10 reais, pasmem. Todos estavam cobrando esse valor. Você é obrigado a pagar, pois tinham várias plaquinhas de papelão com "ESTACIONAMENTO 10 REAIS" . Vi Guardas Municipais e os abordei. Os mesmos me falaram que paga quem quer, mesmo eu falando que estava sozinha, e sendo extorquida. Resultado: Fui para casa." O relato da leitora é um breve resumo da situação diária que há anos passam os motoristas. Também há anos o Ministério Público de Pernambuco abriu um inquérito civil para investigar a omissão da Prefeitura do Recife no assunto. Lá atrás, no final de 2014, após pressão da imprensa e do MPPE, a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano anunciou o projeto piloto de cadastrar e monitorar os flanelinhas no Bairro do Recife. O cadastro até foi feito, mas a fiscalização sempre foi precária. Tanto que há inúmeros relatos de pessoas que já tiveram carros arranhados ou sofreram ameaças porque não quiseram pagar dinheiro a flanelinhas ou entrar em esquemas que, segundo as investigações do MPPE, pode envolver até guardas da CTTU. E não é difícil encontrar, no dia a dia, os guardadores sem crachá, o que deveria ser obrigatório. Mesmo sabendo isso, nem a prefeitura nem a Polícia Militar de Pernambuco tomam uma ação energética para evitar as extorsões. Aliás, esse é um assunto que a Prefeitura do Recife sempre se esquiva e "empurra" para a polícia. Em 2014, durante audiência pública, a presidente da CTTU, Taciana Ferreira, disse que não cabia ao órgão municipal fiscalizar a ação dos flanelinhas. Mesmo em vagas de Zona Azul. Ora, o motorista é obrigado a pagar R$ 3 por duas ou cinco horas de estacionamento no meio da rua, mas não tem a garantia de proteção ao seu patrimônio? Leia Também Empresário baleado após reagir a assalto em Boa Viagem PM vai usar aplicativos em abordagens nas ruas para identificar celulares roubados Onda de arrombamentos em comércios e residências no bairro de Santo Amaro  

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