Caso Sérgio Falcão: 'Outras pessoas podem ser denunciadas', afirma promotor

Publicado em 29/08/2017 às 8:38
Para a polícia, não há dúvidas de que Sérgio Falcão foi assassinado. Foto: TV Jornal/Reprodução
FOTO: Para a polícia, não há dúvidas de que Sérgio Falcão foi assassinado. Foto: TV Jornal/Reprodução
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Morte de Sérgio Falcão continua cercada de dúvidas. Foto: TV Jornal/Reprodução O promotor de Justiça André Rabelo promete começar ainda nesta semana a analisar o inquérito sobre a morte do empresário da construção civil Sérgio Falcão, de 52 anos. Segundo ele, além dos dois policiais militares reformados, outras pessoas podem ser denunciadas pelo homicídio. "A delegada (Vilaneida Aguiar) falou de possíveis mandantes e da possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas. Ainda não li, mas vou me debruçar nesse inquérito, que é muito grande, e, ao final, posso denunciar mais gente. O que não significa que elas sejam culpadas. Elas serão investigadas no processo", afirmou Rabelo. Legalmente, o promotor tem até o dia 28 de setembro para apresentar a denúncia ou pedir novas diligências. "Mas quero encerrar isso antes", completou. Cinco anos após a morte de Falcão, a Polícia Civil indiciou dois PMs reformados por homicídio qualificado - Jailson Melo (que teria atirado) e o irmão dele, Jadilson Melo (dono da arma e que teria sido cúmplice no crime). A informação foi antecipada pelo Ronda JC. Para a delegada Vilaneida Aguiar, o assassinato teve motivação financeira, relacionada à crise na Falcão Construtora - que estaria trazendo prejuízos para outras pessoas. O inquérito aponta que dois homens são suspeitos de ser mandantes do crime: um parente e um empresário alagoano. Eles não foram indiciados por falta de provas. A investigação ainda contesta o laudo da perícia do Instituto de Criminalística, que apontou que Sérgio Falcão cometeu suicídio no apartamento dele, no edifício 14 Bis, na Avenida Boa Viagem. Na versão da polícia, Jailson Melo - que prestava serviço de segurança à vítima na época - foi ao apartamento de Falcã, sacou uma arma e atirou na boca dele. Uma mala, que teria mais de R$ 100 mil, foi encontrada vazia no imóvel. O dinheiro seria de uma transferência bancária internacional. Apesar de afirmar - em uma confusa coletiva de imprensa - que isso também pode ter relação com o crime, a Polícia Civil disse não conseguiu comprovar se o dinheiro foi furtado pelos PMs. Outro detalhe, revelado pela polícia, é que Falcão tinha um revólver em casa e poderia ter usado se quisesse realmente se matar. Na época, em sua defesa, o policial afirma que a arma dele foi puxada pelo empresário, que atirou na própria boca. Assustado, o PM teria recolhido a arma e fugido para não ser preso. O laudo do Instituto de Criminalística que apontou suicídio chegou a ser contestado internamente. Um dos três peritos que participou da produção dos laudos técnicos preferiu não assinar o documento final por não concordar com a conclusão. O grande impasse para o avanço das investigações ainda está na falta de provas materiais. Por acreditar que se trata de um assassinato, Vilaneida solicitou a revisão da perícia, que havia apontado a morte do empresário como um suicídio. Dois peritos criminais foram designados para a produção do novo laudo - mas o resultado ainda não foi entregue. Clique aqui e confira material especial sobre o caso LEIA TAMBÉM Caso Mirella: nova audiência terá depoimento do acusado de matar a fisioterapeuta Caso Beatriz completa mais um mês sem resposta da polícia Caso Serrambi completa 14 anos e pode ter novo júri  

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