Delegada Patrícia Domingos, ex-titular da Decasp, vai investigar homicídios

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 14/11/2018 às 12:30
Delegada Patrícia Domingos ganhou destaque com operações de combate à corrupção. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
FOTO: Delegada Patrícia Domingos ganhou destaque com operações de combate à corrupção. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Leitura:
[caption id="attachment_5149" align="alignnone" width="748"]"" Delegada Patrícia Domingos ganhou destaque com operações de combate à corrupção. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem[/caption]A delegada Patrícia Domingos, que até a semana passada era titular da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), foi removida para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A portaria foi publicada nesta quarta-feira (14).A delegada será titular da 5ª Delegacia de Homicídios. A unidade investiga assassinatos registrados em bairros como Arruda, Beberibe e Vasco da Gama, todos na Zona Norte do Recife.Patrícia Domingos foi removida após a polêmica extinção da Decasp, delegacia que investigava casos de corrupção no Estado. Ela estava no cargo há mais de dois anos, e foi bastante elogiada pelas operações de combate a esquemas de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro em várias prefeituras do Grande Recife e Interior de Pernambuco.Por telefone, Patrícia informou ao Ronda JC que vai entrar com uma ação judicial por não concordar com o novo cargo. "Fui consultada, mas informei que não tinha interesse porque não seria bem aproveitada", afirmou.A Decasp foi extinta após a aprovação da lei estadual que criou o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) - alvo de críticas de várias entidades, como o Ministério Público e a OAB. A delegada foi convidada para ser diretora adjunta da especializada, mas não aceitou porque, segundo ela, o cargo era apenas administrativo. Ela gostaria de continuar à frente de investigações.JUSTIÇANesta semana, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Augusto Napoleão Sampaio Angelim, deu o prazo máximo de 72 horas para que o Governo de Pernambuco se pronuncie sobre a ação popular que questiona a extinção da Decasp. Após esse prazo, o magistrado vai tomar a decisão a favor ou contra o pedido da ação. LEIA TAMBÉMConfira um perfil sobre a delegada Patrícia DomingosMPPE cria força-tarefa para investigar corrupção no Recife, Ipojuca e Cabo

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias