De cada 100 policiais militares, 5 estão cedidos para outros órgãos

Publicado em 02/04/2019 às 7:38
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Policiais militares temporários terão contrato por tempo determinado de até oito anos - FOTO: JC imagem/Arquivo
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Há policiais militares exercendo a função de motoristas. Foto: JC imagem/Arquivo Eles deveriam estar nas ruas garantindo a segurança da população. Mas parte deles está à disposição de órgãos públicos e, muitas vezes, exercendo funções divergentes. Levantamento obtido pelo Ronda JC revela que 5,12% dos policiais militares em Pernambuco atualmente estão cedidos para órgãos como a Prefeitura do Recife, Assembleia Legislativa e até a Secretaria Estadual de Saúde. No total, 19.111 policiais fazem parte da corporação pernambucana. Destes, 980 estão cedidos para órgãos públicos no Estado e também para a Força Nacional de Segurança. Isso significa que de cada cem policiais militares, cinco estão à disposição de outros órgãos. A Casa Militar tem o maior número de policiais à disposição. São 231 no total. A Secretaria de Defesa Social conta com 203 PMs para fazer a segurança. Órgãos como a Assembleia Legislativa (47), Ministério Público Estadual (26), Prefeitura do Recife (14), Tribunal de Justiça de Pernambuco (70), Lei Seca (78), Tribunal de Contas do Estado (18), Secretaria da Fazenda (39) também são "contemplados" com policiais à disposição. No levantamento, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação, uma estatística chama a atenção: a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) conta com policiais militares fazendo o serviço de motoristas. Questionado pelo Ronda JC, o órgão afirmou que conta com oito militares, sendo quatro deles da Reserva, dando apoio à Executiva. "Eles atuam na condução de veículos da Central de Apresentação de Presos à Justiça e na Guarda Patrimonial", disse nota enviada pela assessoria da Seres. Em outubro de 2016, ao assumir a SDS, o delegado federal aposentado Angelo Gioia prometeu diminuir o número de policiais cedidos a outros órgãos para que os mesmos voltassem às ruas, aumentando a sensação de segurança para a população. Após oito meses, em junho de 2017, Gioia deixou o cargo e, como se vê, a proposta não decolou. LEIA TAMBÉM Investigações de crimes envolvendo adolescentes em Olinda estão paradas Polícia só soluciona 3% dos roubos de veículos em Pernambuco Quase 95% dos assaltos nas ruas não são solucionados pela polícia de PE

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