Apuração

Caso Miguel: SDS analisa imagens para saber se houve excesso de policial

Durante o depoimento de Sarí Côrte Real, na segunda-feira, policial saiu de delegacia empurrando algumas pessoas e sacando uma arma em meio à confusão

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 01/07/2020 às 11:02
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DAY SANTOS/JC IMAGEM
Caso Miguel - Mirtes Renata de Souza e populares protestavam em frente a delegacia onde Sari Corte Real, no momento em que prestava depoimento, sobre a morte do menino Miguel na delegacia de Santo Amaro. - FOTO: DAY SANTOS/JC IMAGEM
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Imagens do tumulto na frente da Delegacia de Santo Amaro, na área central do Recife, durante o depoimento da empresária Sarí Côrte Real, na última segunda-feira, serão analisadas pela Secretaria de Defesa Social (SDS). O objetivo é identificar se houve excesso por parte de um policial civil que é filmado saindo da delegacia bastante exaltado, empurrando algumas pessoas que protestavam e ainda sacando uma arma em meio à confusão.

As imagens do policial civil foram transmitidas ao vivo pelas TVs. Houve uma repercussão muito negativa sobre a ação do policial. Em nota, a assessoria de comunicação da SDS informou à coluna Ronda JC que, por enquanto, nenhum inquérito foi instaurado pela Corregedoria. "Mas imagens e informações estão sendo coletadas para que a ocorrência seja analisada", disse o texto.

Se observado algum excesso, o policial poderá responder a um processo administrativo e, ao final, poderá ser punido.

CONCLUSÃO DE INQUÉRITO

Com quase três volumes e mais de 400 páginas, o inquérito que investigou a morte de Miguel deverá ser apresentado, durante coletiva online. Foram ouvidos mais de 20 depoimentos, incluindo moradores e funcionários do prédio. No dia da queda, o delegado Ramon Teixeira autuou em flagrante a patroa da mãe do garoto, por homicídio culposo. Ela pagou fiança de R$ 20 mil e foi liberada. 

O policial afirmou, na época, que Sarí foi negligente por deixar Miguel usar um elevador sozinho, mas não teve a intenção de matá-lo. A pena para esse crime é de até três anos de detenção. Com a conclusão do inquérito, o caso segue para o Ministério Público, a quem caberá fazer a denúncia. A promotoria poderá concordar ou não com o indiciamento feito pela polícia.

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