Investigação

MPPE denuncia acusados pelo latrocínio de policial militar em Porto de Galinhas

Johnson Bulhões da Rosa Silva, de 27 anos, foi morto durante um assalto no mês passado. Promotor pediu a prisão preventiva de dois homens

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 18/12/2020 às 10:26
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Day Santos/Jc Imagem
Policial militar foi morto durante assalto em Porto de Galinhas - FOTO: Day Santos/Jc Imagem
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou à Justiça dois acusados pelo latrocínio (roubo seguido de morte) do policial militar alagoano Johnson Bulhões da Rosa Silva, de 27 anos. A vítima foi morta na frente de familiares na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, durante uma abordagem no dia 20 de novembro. Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime foi cometido porque a dupla queria a arma de fogo do policial.

Israel Venerando Correia da Silva, que foi identificado pela polícia como o suspeito que aparece nas imagens de câmeras abordando e atirando no policial, e o mototaxista Adeilton Antônio Cordeiro da Silva, que teria ajudado na fuga, vão responder pelo latrocínio com dois agravantes - o crime ocorreu sem chance de defesa da vítima e com disparo de arma de fogo no meio da rua, com risco de atingir terceiros. Caso condenados, as penas podem chegar a 30 anos de prisão.

Israel Venerando foi preso um dia após o latrocínio do PM. Ele negou participação no crime. Já Adeilton Antônio alegou em depoimento que teria sido coagido a transportar Israel após o latrocínio. A polícia e o MPPE não acreditaram na versão dos dois.

Câmeras de segurança foram fundamentais para desvendar a ação da dupla. "Adeilton fica escondido até que o denunciado Israel apareça na cena do crime. Quando o vê, posiciona sua motocicleta, com motor acionado, em local estratégico para a fuga. Após o disparo da arma de fogo, percebe-se claramente que Israel sai correndo para a esquerda e muda o sentido de sua corrida para a direita, quando ali vê Adeilton. Além disso, também após o disparo, é possível perceber que Adeilton teve a oportunidade – inclusive chega a fazer um pequeno movimento com a moto – para sair do local, mas aguarda e apenas o faz, arrancando em alta velocidade, quando Israel sobe na garupa. Assim, os indícios de autoria são veementes e irrefutáveis", afirma o promotor de Justiça Rodrigo Altobello, na denúncia enviada à Justiça. 

Israel já está preso preventivamente no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. O promotor solicitou ainda que a prisão seja mantida e que Adeilton, que está em liberdade, também seja preso. 

RELEMBRE O CASO

Arquivo Pessoal
MORTO NO BALNEÁRIO Johnson levou tiro na cabeça - Arquivo Pessoal

Johnson Bulhões passava uns dias de folga com a esposa grávida de três meses e familiares em Porto de Galinhas. Estava na praia pela primeira vez. Horas antes do crime, ele postou várias fotos. No final da noite do dia 20 de novembro, enquanto caminhava com a esposa grávida e outros familiares, ele foi abordado próximo a um posto de combustíveis, no centro de Porto. 

O criminoso já chegou pedindo a arma que estava na cintura do policial. "Passa, passa, você está armado né boy?", teria dito. Logo depois, como mostram as imagens das câmeras de segurança, o policial é atingido por um tiro e cai no chão. Nesse momento, o criminoso pega a arma da vítima e foge. 

Johnson era soldado do Batalhão de Polícia Rodoviária de Alagoas desde 2018. 

Arquivo Pessoal
MORTO NO BALNEÁRIO Johnson levou tiro na cabeça - FOTO:Arquivo Pessoal

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