SEGURANÇA

Mais dois oficiais da Polícia Militar de Pernambuco são afastados; já são 7 militares

Militares estavam envolvidos na ação violenta contra manifestantes na área central do Recife no último sábado (1º)

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 01/06/2021 às 21:53
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BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
A manifestação ocorreu no último dia 29 de maio - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Subiu para sete o número de policiais militares afastados das atividades após a ação violenta registrada, no último sábado (29), contra manifestantes contrários ao governo Bolsonaro, no Centro do Recife. O governo estadual anunciou, na noite desta terça-feira (1º), que dois oficiais da PM foram identificados na ação e afastados das atividades nas ruas. O governo também confirmou a queda do comandante geral da PM, Vanildo Maranhão. 

No sábado, horas após a ação desastrosa, o governador Paulo Câmara determinou o afastamento das ruas do oficial que comandou a operação e dos militares identificados nos atos de violência. No mesmo dia, além do oficial, quatro PMs da Radiopatrulha envolvidos na ação contra a vereadora Liana Cirne (PT), atingida por spray de pimenta no rosto, foram afastados. 

A SDS não confirmou, nesta quarta-feira (1º), se os policiais do Batalhão de Choque que atiraram nos olhos do adesivador Daniel Campelo da Silva, 51, e no arrumador de contêiner Jonas Correia de França, 29, foram afastados.

Em meio à repercussão muito negativa,  comandante geral da PM, Vanildo Maranhão, entregou o cargo. Ele será substituído pelo coronel José Roberto Santana, que atualmente ocupava o cargo de diretor de Planejamento Operacional da PM. O novo comandante será nomeado nesta quarta-feira (02).

INVESTIGAÇÕES

Na segunda-feira (31), dois delegados foram designados pela Chefia da Polícia Civil para investigarem os inquéritos instaurados em relação às agressões praticadas contra os manifestantes. Os delegados também vão conduzir as investigações dos dois trabalhadores atingidos com balas de borracha nos olhos no momento em que passavam pela ponte.

Em paralelo, a Corregedoria da SDS está conduzindo um procedimento administrativo em desfavor dos PMs. 

A manifestação seguia pacífica por toda a manhã do sábado. Foi pouco antes do meio-dia, quando se preparava para concluir o ato, que o grupo foi surpreendido pelos tiros de borracha do Batalhão de Choque. Naquele momento, o secretário da SDS, Antônio de Pádua, e o executivo, Humberto Freire, estavam na Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR),onde é possível acompanhar as imagens de todas as câmeras de segurança. Eles estavam lá justamente para monitorar o cumprimento do decreto estadual que proibiu o funcionamento de algumas atividades econômicas no fim de semana para conter a aceleração da covid-19. Pádua, no entanto, não veio a público esclarecer o que fez ao observar a ação violenta dos policiais.

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