SEGURANÇA

Insatisfeitos, policiais civis de Pernambuco deflagram operação-padrão

Categoria pediu reunião para discutir reajuste salarial e melhores condições de trabalho

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 27/07/2021 às 21:03
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SINPOL/DIVULGAÇÃO
Assembleia da categoria ocorreu na tarde desta terça-feira, 27 - FOTO: SINPOL/DIVULGAÇÃO
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Atualizada às 19h do dia 28/07

Os policiais civis de Pernambuco decidiram, em assembleia nesta terça-feira (27), deflagar uma operação-padrão. E também há uma promessa de não participarem mais, a partir de outubro, do Programa de Jornadas Extras (PJEs), o que, na prática, significa que a categoria não fará hora extra. A decisão, segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), foi tomada após uma negociação marcada com representantes da Secretaria Estadual de Administração ser adiada, sem aviso prévio, após a categoria esperar por mais de duas horas. 

"A reunião estava marcada para discutir nossa pauta. Tratam-se de dois eixos: um sobre a organização e atribuição dos policiais civis e outro sobre o reajuste salarial. Como não houve reunião, fizemos a assembleia e decidimos pela operação-padrão. Desta forma, o policial civil seu trabalho observando estritamente o que a lei prevê. Muitas vezes, o policial civil faz atribuições de delegados, por exemplo, o que pode levar à punição e o policial nem ganha a mais por isso", disse Rafael Cavalcanti, presidente do Sinpol-PE, em entrevista à coluna Ronda JC. "A gente vê o Estado fazer propaganda de redução de homicídios, de aumento do número de armas apreendidas, mas o policial civil não está sendo valorizado. Temos um dos piores salários do País", completou. 

Em nota à imprensa, o Sinpol-PE destacou que "os policiais civis produziram muito, mesmo durante a pandemia, porém não tem o seu trabalho reconhecido, mesmo quando o Estado apresenta um caixa cheio, com capacidade financeira de sobra para atender os pleitos da categoria. O Sinpol não aceitará a forma desrespeitosa de tratamento com a categoria por parte do governo do Estado, nem a falta de reconhecimento e de valorização funcional e salarial, ppis, além de tudo, os policiais civis já trabalham sem condições estruturais, funcionais e salariais mínimas para exercerem o seu trabalho". 

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL:

"A Polícia Civil de Pernambuco acredita que o trabalho integrado entre os componentes de uma equipe é o que faz a diferença no enfrentamento à criminalidade e no exercício das atividades voltadas à garantia da ordem pública. Por isso, a importância do trabalho em equipe é sempre ressaltada dentro da Corporação. Além disso, a pandemia do novo coronavírus representa um momento desafiador, vez que aumentou ainda mais as demandas da população por serviços públicos de qualidade. A PCPE sabe que conta com mulheres e homens comprometidos no atendimento às ocorrências e no desempenho do seu trabalho de Polícia Judiciária, sempre em prol da segurança da sociedade pernambucana."

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