boletim

Pernambuco tem mais de 1,1 mil casos confirmados de coronavírus e 86 óbitos nas últimas 24 horas

Entre os novos confirmados, 113 são casos graves que se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.050 (90,3%) são leves

Bruna Oliveira Cinthya Leite
Bruna Oliveira
Cinthya Leite
Publicado em 09/07/2020 às 12:22
Notícia
ANDREW THEODORAKIS/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
Pernambuco tem mais de 68 mil casos de casos de coronavírus - FOTO: ANDREW THEODORAKIS/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
Leitura:

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) afirmou, por meio de um boletim divulgado nesta quinta-feira (9), que nas últimas 24 horas Pernambuco confirmou mais 1.163 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Além disso, também foram confirmadas mais 86 vidas perdidas em decorrência da covid-19. Destes óbitos, 61 (71%) ocorreram de 21 de abril a 05 julho e 25 (29%) ocorreram nos últimos três dias. Com os novos dados, Pernambuco totaliza 68.767 casos de coronavírus, desde o início da pandemia, com 5.409 mortes.

TUDO SOBRE A COVID-19

» Saiba tudo sobre o novo coronavírus

» Estou com sintomas de coronavírus. O que fazer?

» Especialistas alertam sobre sintomas menos comuns do coronavírus

» Veja o que se sabe sobre a cloroquina e a hidroxicloroquina no combate ao coronavírus

» Veja locais do Recife que atendem pessoas com sintomas leves do novo coronavírus

» Vacina brasileira para o coronavírus entra em fase de testes em animais

» OMS esclarece que assintomáticos transmitem coronavírus: 'Questão é saber quanto'

Entre os novos casos confirmados, 113 são casos graves que se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.050 (90,3%) são leves, ou seja, pacientes que não demandaram internamento hospitalar e que estavam na fase final da doença ou já curados. Do total de casos, desde o início da pandemia, 20.688 (30%) se enquadram como graves e 48.079 (70%), leves.

Os detalhes epidemiológicos serão repassados pela SES-PE ao longo do dia.

Letalidade é maior em bairros mais pobres do Recife

O bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, é o que acumula maior quantidade de pessoas que já apresentaram, na capital pernambucana, quadros graves da covid-19, que geralmente levam ao internamento. Ele também é o bairro da cidade que tem o maior número absoluto de mortes pela doença. Mas, quando analisamos o recorte dos dez bairros do Recife com maior volume de óbitos, Boa Viagem é o que tem menor letalidade: 18,2%. Nesse mesmo grupo, a maior taxa é de 36,6%, correspondente ao Vasco da Gama, Zona Norte do Recife – um bairro que nem aparece entre os dez com mais casos graves da infecção pelo coronavírus e que desponta na sétima posição no número absoluto de óbitos. Indicador usado para medir a gravidade da doença, a letalidade representa o percentual de pacientes que evolui para óbito em decorrência da infecção. Ou seja, a taxa mede a chance de uma pessoa morrer em consequência de uma enfermidade; nesse caso, a covid-19. Dessa maneira, com um panorama dos bairros, percebe-se que a epidemia não se expandiu nem causou impactos de forma homogênea na capital pernambucana.

“Há distritos sanitários, por exemplo, que têm uma variação significativa da incidência da doença, o que pode refletir a localidade onde a epidemia deslocava-se com maior transmissibilidade. Há diferenças importantes entre os distritos, sobretudo diferenças de letalidade, sendo mais expressivas nas localidades mais pobres e de menor renda, o que reflete uma desigualdade social”, reconhece o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, sobre as áreas geográficas que compreende os bairros com maior frequência da covid-19, especialmente nos primeiros meses da pandemia, quando a capital vivenciou picos de casos e mortes pelo novo coronavírus.

Essa presença heterogênea da doença na cidade, entre locais com características semelhantes ou até dentro de um mesmo bairro, revela o quanto a condição de “estar doente” não é uniforme e depende de variáveis como a situação social e econômica, a raça, a idade, a genética ou a existência de doenças preexistentes. Esse conjunto impacta a vulnerabilidade de uma pessoa a uma determinada doença, assim como a capacidade de cada um ser capaz de responder quando a doença se manifesta. “O risco de adoecimento não é só mediado por falta de saneamento ou acesso a serviços de saúde. Estudos da epigenética (área que estuda mudanças no funcionamento de um gene) têm mostrado que fatores como a vulnerabilidade social podem desregular a resposta imunitária frente a uma doença. Há uma dificuldade para mobilização de defesas (do organismo) para lidar com agentes infecciosos. Isso leva a uma modificação da capacidade de as pessoas responderem à infecção”, explica Jailson. 

O jornalismo profissional precisa do seu suporte.

Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Comentários

Últimas notícias