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Estou com sintomas de coronavírus. O que fazer?

Diante da pandemia, saiba o que fazer quando sentir febre, cansaço e tosse seca, sintomas mais comuns da covid-19

Larissa Lira
Larissa Lira
Publicado em 16/03/2020 às 19:14
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
A disseminação do novo coronavírus mudou o dia-a-dia da população e, principalmente, dos usuários de transporte público. - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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No dia 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de coronavírus no Brasil. No último balanço, divulgado nesta segunda-feira (16), 234 pessoas já foram diagnosticadas com a doença. No país, há casos em 15 estados e no Distrito Federal. São Paulo, com 152 casos confirmados, lidera a lista com o maior número de pessoas infectadas. Em Pernambuco, com 18 casos confirmados - entre eles uma criança de 10 anos, o aumento do número de casos chama a atenção, tanto que a suspensão de aulas, o cancelamento e adiamento de eventos, shows e voos já são uma realidade no Estado. Diante da pandemia, o que fazer quando sentir febre, cansaço e tosse seca, sintomas mais comuns da covid-19?

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda procurar ajuda médica caso apresente tosse, febre e, principalmente, dificuldade para respirar. No entanto, um estudo do órgão, baseado em 56 mil pacientes,  mostra que 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% apresentam sintomas severos (dificuldade em respirar e falta de ar) e apenas 6% doenças sérias (insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte). 

Diante disso, a infectologista Vera Magalhães explicou, em entrevista ao Jornal do Commercio, que a principal atitude a ser tomada caso tenha sintomas leves, sem problemas de respiração, é o isolamento social. "A experiência de outros países mostrou que quando se faz a restrição social precoce há uma diminuição na transmissibilidade da doença. Assim, há o achatamento da curva. O que faz com que não haja um pico de casos que sobrecarreguem a capacidade dos serviços de saúde", pontua.  

Sintomas diversos

Pelo fato de nem todos os casos apresentarem os mesmos sintomas, o Ministério da Saúde decidiu priorizar o atendimento por meio da atenção primária, ou seja, pelo atendimento inicial, considerado a porta de entrada dos usuários nos sistemas de saúde. Assim, 42 mil postos de saúde espalhados pelo país devem dar conta de responder a cerca de 90% dos casos. 

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"Em casos mais brandos e que não obedeça os critérios de internação, é recomendado ficar em isolamento domiciliar e não manter contato com outros familiares ou amigos, principalmente os mais idosos. Se for necessário que haja esse contato, usar máscaras e ter uma boa higienização das mãos e rostos. Se houver sintomas respiratórios, como falta de ar, é necessário procurar acompanhamento médico", aconselha a infectologista. Manter uma boa alimentação e hidratação também são medidas necessárias. 

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Onde procurar informações confiáveis? 

Com o crescimento dos números de casos com o novo coronavírus no Brasil, a disseminação de notícias falsas sobre a doença também cresceu. Não confiar em informações advindas de redes sociais e procurar fontes seguras como a OMS e o Ministério da Saúde são atitudes importantes no combate às fake news.

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O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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