PANDEMIA

Samu Recife tem alta em chamados de pacientes com sintomas de covid-19; veja bairros que mais solicitaram atendimento

No início do ano, a média móvel diária de chamados para Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) era de 16. Agora, está em 29

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Katarina Moraes

Publicado em 04/03/2021 às 12:46 | Atualizado em 04/03/2021 às 19:15
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Com informações da repórter Cinthia Ferreira, da TV Jornal

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Recife percebeu uma alta no número de chamados para casos com sintomas similares ao da covid-19 nos últimos dias. No início do ano, a média móvel diária de chamados para Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) era de 16. Agora, está em 29. Só na última terça-feira (02), 44  ambulâncias foram enviadas para atendimento de pessoas com problemas respiratórios, que podem indicar casos suspeitos de covid-19. 

O aumento representa um alerta, já que o Samu representa um termômetro para a cidade. "Quando as ocorrências começam a aumentar, o Samu é o que primeiro sinaliza para o sistema de saúde que as coisas estão começando a aquecer novamente", conta o coordenador geral do Samu Recife, Leonardo Gomes.

O número de atendimentos do sábado fez com que o serviço de saúde reativasse o plano de enfrentamento à covid-19, e agora atua nos mesmos moldes do início da pandemia, com reforço de ambulâncias.

Bairros com mais atendimentos

Segundo o Samu, o bairro com maior número de atendimentos de casos suspeitos da covid-19 é o Ibura, na Zona Sul do Recife, seguido da Imbiribeira, Boa Viagem, também na Zona Sul, Casa Amarela, na Zona Norte, e Areias, na Zona Oeste. As equipes que chegam desses atendimentos precisam passar por um protocolo de higienização e sanitização.

Segundo o coordenador, os casos têm aumentado com uma rapidez grande, e o cenário tem se assemelhado ao início da pandemia. "Essa subida é rápida e constante, isso é um grande sinal para nós de que a pandemia começa a acelerar novamente na nossa cidade", disse.

Leonardo Gomes alertou para o relaxamento da população em relação às medidas de proteção. "A falta de cuidado reflete em um problema para uma outra pessoa. Então, quem negligencia o cuidado, pode não estar só se prejudicando. Pode prejudicar um parente, um idoso, um vizinho, uma pessoa que usa o mesmo elevador da casa dele. As pessoas precisam se conscientizar, porque vai chegar o momento de faltar ambulância ou até mesmo um leito para a pessoa ser atendida. Isso é muito sério, porque é o colapso total do sistema de saúde", concluiu.

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