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Governo de Pernambuco avalia endurecer medidas restritivas para conter avanço da covid-19 no Agreste

A iniciativa se deve à situação epidemiológica da 2ª Macrorregião de Saúde, que engloba regionais com sedes em Caruaru e Garanhuns

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 13/05/2021 às 19:43
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RENATA ARAÚJO/TV JORNAL INTERIOR
Portas de lojas abaixadas e pouca circulação de pessoas pelas ruas no entorno do Parque 18 de Maio, em Caruaru, em março deste ano - FOTO: RENATA ARAÚJO/TV JORNAL INTERIOR
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Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou que o governo do Estado vai reunir os prefeitos do Agreste, na sexta (14), para analisar os dados da região e discutir medidas para conter o avanço da pandemia da covid-19. A iniciativa se deve à situação epidemiológica da 2ª Macrorregião de Saúde, que engloba a 4ª e 5ª Regionais, com sedes em Caruaru e Garanhuns, respectivamente.

O Agreste teve impacto significativo no aumento das solicitações por vagas de terapia intensiva (UTI) na rede pública de saúde na semana passada. Na região, segundo a Secretaria de Saúde de Pernambuco, foi registrado um aumento de 9,3% em uma semana e de 44,5% em 15 dias, enquanto o crescimento na média do Estado foi de 6,1% e de 13,8%, nos mesmos períodos.

“A rede de saúde da 4ª e da 5ª Regionais já está pressionada e, diante de um comportamento destoante por duas semanas seguidas, estamos analisando a necessidade de ações específicas na região”, salientou André Longo. Ele acrescentou que, nesta quinta-feira (13), o governador Paulo Câmara solicitou à presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) uma reunião com os prefeitos da região para discutir essa situação e avaliar as medidas para conter o avanço da doença.

O secretário também ressaltou que o Estado passa por um período de maior circulação de vírus respiratórios e, por isso, há a necessidade de reforço nos cuidados. “Está cada vez mais evidente que a pandemia tem um comportamento fortemente impactado pela sazonalidade. Como não conseguiremos reverter esta condição sazonal, não deveremos ter, até a primeira quinzena de junho, reduções expressivas nos indicadores. Volto a reforçar que o momento, que ainda é muito difícil, impõe a todos o esforço com o mínimo de cuidado, o uso de máscara e a adoção do distanciamento. Ainda estamos muito distantes de termos uma situação confortável em relação à doença e qualquer deslize pode ser fatal, porque o vírus continua circulando entre nós”, afirmou. 

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