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Pernambuco não segue o Ministério da Saúde e decide retomar vacinação de grávidas e puérperas sem comorbidades com Pfizer

A vacina também continuará a ser destinado às gestantes e puérperas com doenças preexistentes; agora, com polos em seis municípios pernambucanos

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 12/05/2021 às 19:09
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HEUDES RÉGIS/SEI
O imunizante da Pfizer está sendo armazenado no Programa Estadual de Imunização em freezers específicos, entre -25°C e -15°C - FOTO: HEUDES RÉGIS/SEI
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Pernambuco vai descentralizar a imunização de gestantes e puérperas contra a covid-19 com a vacina da Pfizer/BioNTech para o interior do Estado, totalizando quatro polos macrorregionais. O imunizante será destinado às gestantes e puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto), com e sem comorbidades. Essa foi uma decisão tomada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) e pelos gestores municipais, durante a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), realizada na tarde desta quarta-feira (12). Essa definição teve ainda o aval do Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19. A decisão de Pernambuco não segue a recomendação, feita na terça-feira (11), pelo Ministério da Saúde, que orientou a suspensão da vacinação de gestantes que não tenham comorbidades. 

Neste primeiro momento, a vacinação será ofertada no Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, para as cidades da Região Metropolitana e Zona da Mata; Caruaru, para o Agreste; e Serra Talhada e Petrolina, para o Sertão. O Programa Estadual de Imunização (PNI) está organizando um plano operativo para informar para qual polo irá a mulher de cada município. Além disso, o PNI verifica com Recife, Jaboatão e Olinda quantas das 46,8 mil doses da Pfizer, entregues ao Estado na última segunda (10), estão disponíveis para fazer a divisão para as macrorregionais. A expectativa é que o imunizante seja distribuído já na próxima sexta-feira (14). A depender da demanda, a vacina também poderá ser destinada ao público com comorbidades ou pessoas com deficiência cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

"A vacinação para este grupo de gestantes e puérperas é segura com a vacina da Pfizer. Então, tanto o Comitê Técnico quanto a CIB decidiram pela continuidade do processo de vacinação em Pernambuco", reforça o secretário Estadual de Saúde, André Longo. Ele destaca que está em processo de organização uma rede nos municípios que são sede de regionais, inclusive no interior do Estado, para que esse processo de vacinação das gestantes e puérperas possa ter continuidade já a partir deste fim de semana, com a distribuição da Pfizer, para esses municípios atenderem essas mulheres perto de onde elas residem. "Essa rede solidária do Sistema Único de Saúde será criada para garantir a continuidade segura do processo de vacinação das mulheres gestantes e puérperas de Pernambuco", acrescenta Longo. 

Durante a CIB, foi informado que posteriormente será feito o acerto de contas para que os municípios do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes sejam compensados pelas doses que foram disponibilizadas. Além disso, essa vacinação será utilizada como piloto para uma possível expansão para outras cidades, caso haja a disponibilidade de mais doses da Pfizer, condições logísticas e técnicas para essa oferta.

AstraZeneca 

Durante a reunião do Comitê Técnico Estadual e da CIB, ainda foi citada a suspensão da vacinação das grávidas e puérperas com a vacina da AstraZeneca/Fiocruz. O Estado continua no aguardo das orientações do Ministério da Saúde (MS), principalmente sobre questões para definir como se dará a finalização do esquema vacinal daquelas mulheres que já fizeram a primeira dose.

O secretário André Longo tranquilizou aquelas mulheres que fizeram a primeira dose com a AstraZeneca e frisou que os efeitos colaterais descritos até o momento são raros. "Nós aguardamos uma posição, o mais rápido possível, do Ministério da Saúde para poder fazer um comunicado para garantir o esquema vacinal dessas mulheres gestantes e puérperas", diz. 

Comorbidades

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) ainda informa que a vacinação no grupo de comorbidades e pessoas com deficiência cadastrada no BPC passa a ser feita na faixa etária a partir dos 50 anos em todo o Estado. A mudança também passou por pactuação em CIB.

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