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Covid-19: secretário de Saúde de Pernambuco fala sobre possibilidade de vacinação para pessoas com menos de 60 anos em junho

"Isso tende a garantir maior fluidez ao processo de imunização", acredita André Longo

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 20/05/2021 às 19:53
HEUDES RÉGIS/SEI
Governo costuma realizar nas quintas-feiras as coletivas para a atualização da situação da covid-19 e anúncios de novas medidas - FOTO: HEUDES RÉGIS/SEI
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Após ter ampliado a vacinação contra covid-19 para pessoas com comorbidades e deficiência, a partir dos 18 anos, Pernambuco participa de discussão com o Ministério da Saúde que avalia a possibilidade de início da imunização contra a doença para quem tem menos de 60 anos. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (20), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, informou que esse avanço pode ocorrer a partir de junho. "É possível, embora ainda não tenhamos data ainda, que essa sugestão de ir avançando por faixa etária também possa ser contemplada no próximo mês, eu acredito", disse o gestor.

 

O secretário reforçou que o Estado tem seguido o Plano Nacional  de Vacinação contra a covid-19, fazendo pequenas mudanças, de acordo com as peculiaridades locais. "Neste momento, resolvemos vacinar gestantes, mesmo aquelas sem comorbidades, pois entendemos que tecnicamente isso se justifica pelo risco dessas mulheres (de adoecerem e apresentarem complicações). E vacinamos com Pfizer, que já está à disposição de todas as cidades de Pernambuco. Ou seja, com pequenas mudanças, seguimos o norte do PNI (Programa Nacional de Imunizações)", explicou Longo, que participou de reunião, na manhã desta quinta-feira (20), com o Ministério da Saúde para discutir caminhos para tornar possível o andamento da vacinação por faixas etárias (menores de 60 anos) e por grupos ainda não contemplados na campanha, como o dos trabalhadores essenciais. 

"Isso já está em discussão para construção técnica de uma proposta neste sentido. A gente sabe que, por uma questão dos trâmites que envolvem a comprovação de uma comorbidade e de trabalhadores essenciais, normalmente o fluxo e a velocidade com que esses públicos mais específicos são vacinados podem não dar ritmo maior à vacinação", justificou.

Dessa maneira, André Longo ressaltou que, se houver vacinas em maior volume, é interessante que a campanha de imunização contra covid-19 tenha dois ou três grupos recebendo doses ao mesmo tempo. "Isso tende a garantir maior fluidez ao processo de vacinação. Então, há uma discussão hoje para que, ao mesmo tempo que seja aberta a imunização para pessoas em situação de rua ou trabalhadores essenciais, por exemplo, seja iniciada uma vacinação por faixa etária, em paralelo." Para exemplificar, o secretário disse que poderia, nesse caminho, começar a aplicar doses para o público com menos de 60 anos. "Começaríamos com 59 anos, depois passaríamos para 58 anos, pois esses são mais fáceis de estarem à disposição para receber a vacina quando forem convocados." 

O secretário salientou que a necessidade de seguir a determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). "É preciso trazer luz técnica a isto: que é dar ritmo ao processo de vacinação e ganhar tempo para ir protegendo todos esses grupos", finalizou Longo. 

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