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'Xepa da vacina' contra covid-19: secretário de Saúde de Pernambuco esclarece dúvidas relacionadas a sobras de doses

Segundo André Longo, é essencial as prefeituras terem um plano para utilização dessas doses (sobras) em pessoas do público prioritário

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 02/06/2021 às 19:46
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HÉLIA SCHEPPA/SEI
"Na preferência, deve-se sempre aplicar essas vacinas que sobram, no fim do dia, naqueles grupos prioritários", diz André Longo - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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Após abertas, as vacinas contra covid-19 precisam ser esvaziadas em pouco tempo para que o imunizante não seja desperdiçado. Ou seja, para evitar perdas, a aplicação deve ser feita poucas horas após a abertura dos frascos, que têm seis doses (no caso da Pfizer) e dez doses (AstraZeneca e CoronaVac). Isso tem levado algumas pessoas a procurarem o que ficou popularmente conhecido como "xepa da vacina", que é a fila de espera para receber as doses remanescentes dos frascos das vacinas contra a covid-19. Questionado sobre a ocorrência da "xepa" em Pernambuco, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2), o secretário Estadual de Saúde, André Longo, informou que a orientação do governo de Pernambuco é para não haver desperdício de doses de vacinas.

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"Os municípios devem ter, dentro de seu planejamento, um escape para eventualidade de haver sobra de doses no fim do dia. Há muitas cidades que relatam haver eventualmente falta de pessoas previamente agendadas, o que resulta na sobra de algumas doses no fim do dia", disse Longo. Nesse sentido, ele reforçou que é essencial as prefeituras terem um plano para utilização dessas doses (sobras) no público prioritário. "Essas pessoas devem ficar de sobreaviso nos esquemas montados pelos próprios municípios. Na preferência, deve-se sempre aplicar essas vacinas que sobram, no fim do dia, naqueles grupos prioritários."

O secretário também pediu que a população não deixe de comparecer para receber a aplicação na data e horário previamente marcados, o que colabora para que não ter sobras. "Mas, se houver, a orientação do Estado é que vacinem sempre os grupos prioritários. Na eventualidade de não ter grupo prioritário no momento, pode-se, sim, vacinar pessoas até fora da prioridade, a fim de não ter desperdício de vacinas. Isso deve ser necessariamente registrado pelos municípios para que eventuais fiscalizações possam demonstrar a aplicação daquelas doses", orienta Longo.

Ele acrescentou que a imunização contra covid-19 é nominal; é exigido que as prefeituras registrem quem está vacinado. "Então, não devem ser corriqueiras situações como esta, de aplicar vacinas em pessoas que não sejam dos grupos prioritários no fim do dia. Isso demandaria um diagnóstico de falta de planejamento. Cada município precisa se organizar para aplicação", finalizou André Longo. 

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