PANDEMIA

"Precisamos que todos se atentem a tomar a segunda dose" da vacina contra a covid-19, diz Longo

Dos imunizantes distribuídos no Estado, apenas o da Janssen é de dose única; ou seja, quem recebeu o da CoronaVac/Butantan, Astrazeneca/Fiocruz ou o da Pfizer precisa do reforço para completar a proteção

Katarina Moraes
Katarina Moraes
Publicado em 02/07/2021 às 13:09
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HÉLIA SCHEPPA/SEI
"Precisamos que todos se atentem a tomar a segunda dose. Esse é um apelo que a saúde pública faz", disse o secretário André Longo em coletiva de imprensa da covid-19 - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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O secretário de Saúde de Pernambuco André Longo fez um apelo durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (2) pedindo para que a população volte aos postos de vacinação para tomar a segunda dose contra a covid-19. Dos imunizantes distribuídos no Estado, apenas o da Janssen é de dose única; ou seja, quem recebeu o da CoronaVac/Butantan, Astrazeneca/Fiocruz ou o da Pfizer/Biontech precisa do reforço para completar a proteção.

"A gente tem que insistir muito fortemente nisso. Precisamos que todos se atentem a tomar a segunda dose. Esse é um apelo que a saúde pública faz. Tanto de CoronaVac, quanto de Astrazeneca, como de Pfizer. Faça a sua parte para a gente conseguir ter o controle do vírus", pediu o chefe da pasta.

Até essa quinta-feira (1º), Pernambuco havia aplicado, no total, 4.229.323 doses do imunizante contra o novo coronavírus. Desse total, 3.099.056 representa a primeira dose; e 1.078.714 a segunda. Outras 51.553 doses únicas também foram aplicadas. No entanto, apenas 15.65% da população do Estado teve o que é chamado de cobertura completa.

"A primeira dose é o primeiro contato que o organismo tem com os componentes virais, quando se forma um tipo de resposta imunológica. Com a dose de reforço, haverá a mobilização de outras células da imunidade, inclusive as de memória. As duas doses são fundamentais para que haja o desenvolvimento de uma resposta imunológica eficiente contra o vírus. Está até se verificando a necessidade de uma terceira dose, mas ainda não foi confirmada", explica a infectologista Vera Magalhães.

Em relação à CoronaVac, o Instituto Butantan explica que a proteção acontece, em geral, duas semanas após a segunda dose da vacina, "pois esse é o tempo que nosso sistema leva para criar anticorpos neutralizantes, que barram a entrada do vírus nas células".

A Fiocruz afirma que, apesar da primeira dose da vacina Astrazeneca já conferir altos níveis de proteção, com 76% de eficácia, o reforço, feito com três meses, faz com que a segurança cresça para 82% de eficácia.

Já a Pfizer afirma que embora estudos tenham demonstrado que há proteção parcial após cerca de 12 dias da primeira dose, "são necessárias duas doses da vacina para que o potencial máximo de proteção contra a doença seja atingido". Elas devem ser tomadas em um intervalo maior ou igual a 21 dias.

Das utilizadas no Brasil, a vacina da Janssen é a única que tem eficácia comprovada com apenas uma dose. Ela registrou uma eficácia global de 66%, com eficácia comprovada de 76,7% após 14 dias e 85,4% depois de 28 dias para casos graves.

Durante a transmissão, o secretário também anunciou que 84 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública que uma vez foram disponibilizados para pacientes com covid-19 serão reconvertidos para o tratamento de outras doenças, principalmente os da 1ª Macrorregião, que engloba cidades do Grande Recife. A medida acontece com base na queda de internamentos relacionados à pandemia, já que o Estado, no último boletim, apontou que a taxa de ocupação estadual média era de 65%, com 69% das UTIs.

"Isso permite que possamos iniciar um plano de reconversão de leitos notadamente na rede pública, notadamente na 1ª Macrorregião, com o objetivo de atender aos atendimentos de outras patologias e a retomada segura das cirurgias eletivas no Estado. Não estamos falando em fechamento de leitos, mas sim a volta de vagas para atender outras doenças que haviam sido transformadas para atender covid, mas que podem ser rapidamente convertidas em caso de necessidade", esclareceu.

O chefe da pasta iniciou a transmissão informando que o governo observou, pela quarta semana consecutiva, uma redução nos indicadores do novo coronavírus em Pernambuco, "configurando um cenário epidemiológico em evolução positiva". "Registramos um total de 1.093 casos de SRAG na semana epidemiológica 25, representando uma redução de 23% na comparação com a 24, e de 63% quando comparamos com 15 dias", disse.

"Em relação às solicitações de leitos de UTI, tivemos queda de 18,3% quando analisamos o estado como um todo, levando a taxa de ocupação a cair para abaixo de 70%, ainda há diferenças, temos uma evolução mais positiva e mais rápida na Região Metropolitana do Recife - a 1ª macrorregião -, que tem indicadores de taxas de ocupação melhores do que nas outras macrorregiões do estado, o que faz com que algumas fases do plano de convivência sejam diferenciadas", explicou o secretário.

Flexibilizações

Com base nisso, os secretários Ana Paula Vilaça (executiva de Desenvolvimento Econômico) e Rodrigo Novaes (Turismo) apresentaram novas flexibilizações no funcionamento das atividades econômicas e sociais do Estado, que já entram em vigor na segunda-feira (05).

Agora, na macrorregião 1, que engloba o Grande Recife, as zonas da Mata Norte e Sul e parte do Agreste, vão poder ser realizados das 8h às 23h, durante a semana, e das 8h às 22h, nos finais de semana, os eventos sociais como aniversários, batizados, casamentos, festas infantis e formaturas.

Já nas macrorregiões 2, 3 (Sertão do Moxotó e Pajeú) e 4, vão poder funcionar das 8h às 22h, na semana, e 8h às 21h, no final de semana. O número de pessoas, em todas as macrorregiões, será de 50 pessoas ou 30% da capacidade do local, o que for menor. Música ao vivo continua proibido.

Mesmo com a liberação dos eventos sociais, o secretário de Saúde de Pernambuco fez um apelo para que a população mantenha os cuidados de proteção ao coronavírus, como distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscara. "Mesmo colhendo bons resultados agora, o vírus continua entre nós, a pandemia não acabou. Para continuar avançando na ampliação da retomada e do plano de convivência, precisamos manter os cuidados e cumprir os protocolos de cada um dos setores que serão acompanhadas pelas secretarias. Ninguém quer dar passo para trás, precisamos de esforço, com cuidado necessário", afirmou.

O que muda no Plano de Convivência com a Covid-19 em Pernambuco a partir do próximo dia 05/07

Eventos sociais/buffet:

Na macrorregião 1, que engloba o Grande Recife, as zonas da Mata Norte e Sul e parte do Agreste, vão funcionar das 8h às 23h, durante a semana, e das 8h às 22h, nos finais de semana.

Já nas macrorregiões 2, 3 e 4, vão poder funcionar das 8h às 22h, na semana, e 8h às 21h, no final de semana. O número de pessoas, em todas as macrorregiões, será de 50 pessoas ou 30% da capacidade do local, o que for menor. Música ao vivo continua proibido.

Ex: Aniversários, batizados, bodas, casamentos, festas infantis, formaturas e noivados.

Eventos corporativos:

Na macrorregião 1, vão funcionar das 8h às 22h, tanto durante a semana quanto aos sábados e domingos. Antes, podiam funcionar até às 21h nos finais de semana.

Já nas macrorregiões 2, 3 e 4, vão poder funcionar das 8h às 22h, na semana, e 8h às 21h, no final de semana. O número de pessoas, em todas as macrorregiões, passa de 50 pessoas para 100 ou 30% da capacidade do local, o que for menor. Música ao vivo continua proibido.

Ex: Assembleias, capacitações, cursos, conferências, congressos, convenções, encontros, entrevistas, fóruns, painéis, palestras, reuniões, simpósios, seminários, solenidades, treinamentos, webinar e workshops.

Colação de grau, aula da saudade e culto ecumênico:

Na macrorregião 1, vão funcionar das 8h às 23h, na semana, e das 8h às 22h, nos finais de semana. Antes, podiam funcionar até às 22h, na semana, e às 21h, aos sábados e domingos.

Já nas macrorregiões 2, 3 e 4, vão poder funcionar das 8h às 22h, na semana, e 8h às 21h, no final de semana. O número de pessoas, em todas as macrorregiões, passa de 50 para 100 ou 30% da capacidade do local, o que for menor. Música ao vivo, alimentos e bebidas continuam proibidos.

Cinema, teatro e circo:

Na macrorregião 1, vão funcionar das 9h às 23h, na semana, e das 9h às 22h, nos finais de semana. Antes, podiam funcionar das 10h às 22h, na semana, e das 10h às 21h, aos sábados e domingos.

Já nas macrorregiões 2, 3 e 4, vão poder funcionar das 9h às 22h, na semana, e das 9h às 21h, no final de semana. O número de pessoas, em todas as macrorregiões, passa de 100 para 200 ou 50% da capacidade do local, o que for menor.

Museus e demais equipamentos culturais:

Na macrorregião 1, vão funcionar das 9h às 22h, na semana e nos finais de semana. Antes, podiam funcionar das 10h às 22h, na semana, e das 10h às 21h, aos sábados e domingos.

Já nas macrorregiões 2, 3 e 4, vão poder funcionar das 9h às 22h, na semana, e das 9h às 21h, no final de semana. Continua permitido um visitante a cada 20 metros quadrados nas áreas expositivas internas, e um visitante a cada 10 metros quadrados nas áreas expositivas externas.

Clubes sociais:

Na macrorregião 1, vão funcionar das 5h às 23h, na semana, e das 5h às 22h, nos finais de semana. Antes, podiam funcionar das 5h às 22h, na semana, e das 5h às 21h, aos sábados e domingos.

Já nas macrorregiões 2, 3 e 4, vão poder funcionar das 5h às 22h, na semana, e das 5h às 21h, no final de semana. Continua vedado o funcionamento de saunas e música ao vivo.

Bares e restaurantes

Na macrorregião 1, bares e restaurantes também ganham uma hora a mais de funcionamento. Agora, eles poderão abrir até as 23h, nos dias de semana, e até as 22h, no fim de semana.

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