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Covid-19: municípios reduzem faixa etária para vacinar e ocupação de UTIs indica queda

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios mostra que 57% das 2.814 prefeituras informaram que já vacinam contra covid-19 pessoas sem comorbidades com menos de 36 anos

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 16/07/2021 às 20:27
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MIVA FILHO/SES
Sobre a falta de doses contra covid-19 nos municípios, a CNM alerta que houve aumento no registro - FOTO: MIVA FILHO/SES
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A 17ª edição da pesquisa sobre o cenário da Covid-19 nos municípios brasileiros, da Confederação Nacional de Municípios (CNM), identificou aumento no número de cidades que reduziram a faixa etária para vacinação contra covid-19. Na semana de 12 a 15 de julho, 57% das 2.814 prefeituras que responderam a questão - ou seja, 1.601 cidades - informaram que já vacinam pessoas sem comorbidades com menos de 36 anos. Antes, na semana 16, 860 municípios indicavam vacinação na faixa etária de 18 a 35 anos.

Sobre a falta de doses nos municípios, a CNM alerta que houve aumento no registro. Enquanto na semana anterior, 480 prefeituras relataram o problema, agora foram 775. Destas, mais de 95% indicaram falta de doses para a primeira dose. Em 13,2%, também houve falta para aplicação da segunda dose.

As gestões locais seguem enfrentando dificuldades em relação à tentativa de escolha de imunizante. Subiu de 1.860 para 2.814 a quantidade de municípios que lidam com situações em que o cidadão quis escolher o tipo de vacina contra a covid-19. Nesses casos, 1.879 prefeituras não permitiram a escolha - sendo que, em 1.333, aplicou-se o imunizante disponível e, em outras, 546 disseram as pessoas perderam a prioridade de vacinação.

Queda na ocupação das UTIs

A pesquisa também mostra uma queda significativa na ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI). Nesse item, entre os 2.826 que participaram, - 29,4% (830 do total) - a ocupação das vagas de UTIs está entre 60% e 80%, e outros 20,9% (592) têm taxa abaixo de 60%. Na última semana, eram, respectivamente, 687 e 433 cidades nessa situação. Na taxa acima de 90%, estão 18% (507 do total), e 16,8% (475) ultrapassam 80%. Na semana anterior, 747 municípios afirmaram ter nível de ocupação acima de 90% e 454 estavam com mais de 80% de leitos de UTI ocupados.

Casos e mortes

Proporcionalmente aos que responderam na semana 16 e na 17, não houve grande variação quanto o registro de casos confirmados semanalmente. Entre 2.826 municípios, os casos diminuíram em 40,4%, permaneceram estáveis em 36,7% e aumentaram em 16,6%. Em 5,1%, deles não ocorreram novos registros. A CNM demonstra preocupação com esses resultados, pois a manutenção de novos infectados, em níveis altos, está sendo apontada pela quarta vez consecutiva na pesquisa.

Em relação às mortes, a estabilidade segue em torno de 22% dos entrevistados; a redução de óbitos, em quase 17%. O dado está em crescimento em 10,2%. Não houve nenhum registro de morte por covid-19 em, pelo menos, metade dos municípios pesquisados nesta semana 17, o equivalente a 1.426 cidades - na anterior eram 1.258.

Educação

Na edição 17 da pesquisa, a CNM voltou a perguntar sobre o cenário das aulas. Ao menos 58,9% dos que responderam - ou seja, 1.665 municípios - vacinaram todos os profissionais de educação com a primeira dose. Outros 788 estão com mais de 80% de cobertura inicial.

O esquema completo de vacinação - segunda dose - foi finalizado em todos os profissionais da área em 3,5% de 2.826 cidades. Cerca de 52% iniciaram a segunda etapa de vacinação. Em 68,5% dos municípios participantes da pesquisa, a volta das aulas presenciais na rede pública de ensino está condicionada à imunização dos profissionais que atuam nas unidades escolares.

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