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Vacinação contra covid-19 pode ter evitado até 55 mil mortes de idosos no Brasil, mostra estudo da Fiocruz

Pesquisador fez projeções de óbitos e internações por síndrome respiratória aguda grave decorrente da covid-19 como se fossem mantidas as proporções de idosos hospitalizados e óbitos por faixa etária registrados de março a junho deste ano

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 23/07/2021 às 16:19
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YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
O Recife já aplicou 1.155.413 doses das vacinas contra covid-19 - FOTO: YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
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Mais de 55 mil idosos podem ter sido salvos pelas vacinas covid-19 disponíveis no País. É o que revela o estudo feito pelo epidemiologista Marcelo Gomes, do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em entrevista ao Ministério da Saúde, o especialista em saúde pública também explicou que milhares de hospitalizações de pessoas de 60 anos ou mais foram evitadas. O número varia entre 96 e 117 mil. A faixa etária é considerada grupo de risco e mais suscetível a agravantes e óbitos pela doença.

“Ao comparar o que poderia ter ocorrido caso as proporções de março tivessem se preservado, na ausência da campanha de vacinação, podemos então ter uma ideia de aproximadamente quantas internações e óbitos foram potencialmente evitados pela campanha”, esclareceu.

De acordo com ele, o que se observa é que, pelos dados do País, a vacinação pode ter poupado cerca de 40 a 55 mil mortes de pessoas com 60 anos ou mais. “Não se trata de uma análise científica rigorosa, mas de uma avaliação simplificada para obter estimativas de ordem de grandeza do impacto que já podemos ter alcançado com a campanha de vacinação. Ou seja, não serve para termos valores precisos do impacto, e sim avaliar se estamos falando de dezenas, centenas, ou milhares de vidas, por exemplo”, explicou Gomes.

Para obter os números, o pesquisador fez projeções de óbitos e internações por síndrome respiratória aguda grave decorrente da Covid-19 como se fossem mantidas as proporções de casos de idosos hospitalizados e óbitos por faixa etária registrados entre 13 de março a 12 de junho de 2021. O período corresponde a um dos picos de contaminação pela doença no Brasil.

“Evidentemente, é importante deixar claro também que, nesses cenários, como a queda após o mês de março não teria sido tão acentuada, as autoridades e a população poderiam ter respondido de maneira distinta, reforçando as medidas de proteção à vida e isso reduziria a transmissibilidade no período avaliado”, concluiu o pesquisador.

Até o momento, o Ministério da Saúde distribuiu cerca 164,4 milhões de doses de vacinas para os Estados. Dessas, 130,4 milhões foram aplicadas na população. E 93,6 milhões de brasileiros tomaram ao menos a primeira dose da vacina covid-19. Além disso, 36,7 milhões completaram o esquema vacinal com duas doses ou dose única.

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