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Imunização no Recife: mais de 73% dos adultos tomaram ao menos uma dose contra covid-19; quase 35% finalizaram o esquema vacinal

Para que as vacinas sejam eficazes, as autoridades de saúde orientam que é fundamental as pessoas tomarem as duas doses

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 02/08/2021 às 19:19
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ALUISIO MOREIRA/SEI
Na última quinzena, o Recife vacinou contra covid 11 mil pessoas diariamente, em média - FOTO: ALUISIO MOREIRA/SEI
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Com aproximadamente 11 mil pessoas vacinadas diariamente contra a covid-19 (média da última quinzena), o Recife imunizou, com ao menos uma dose, 73,76% do público-alvo total da campanha contra o coronavírus. O índice representa 853.245 pessoas que já iniciaram a proteção. A cidade tem 1.237.614 pessoas acima dos 18 anos que estão aptas a receber a vacina. 

Leia também: Terceira dose contra covid-19: "É provável que as pessoas precisem tomar", diz médico especialista em vacinação

Apesar da marca de primeira dose, segundo dados da Secretaria de Saúde do Recife, o número de pessoas com ciclo de imunização completo, ou seja, que tomaram duas doses da vacina ou a dose única com Janssen é de 417.507 pessoas, o que corresponde a 33,73% completamente imunizados. Para que as vacinas sejam, de fato, eficazes, as autoridades de saúde orientam que é fundamental as pessoas tomarem as duas doses. Isso reforça o sistema imunológico e reduz as chances de infecção grave e principalmente e mortes em decorrência de complicações da covid-19.

A secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, reforça que a vacinação é a maneira mais rápida e eficiente para frear o avanço da covid-19 na cidade. “É importante que tenhamos o maior número de pessoas vacinadas para vencer a pandemia. Não paramos de vacinar os nossos cidadãos em nenhum dia e pedimos que a população continue nos ajudando indo aos postos se vacinar. Lembramos também que vacina boa é vacina no braço e que todos os imunizantes que oferecemos têm a sua eficácia comprovada por estudos científicos”, frisa Luciana. 

Sobre a importância de completar o esquema vacinal contra covid-19, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, também reforça o chamado à população. “Com a primeira dose, nosso sistema de defesa começa a produzir os anticorpos. Mas é na segunda dose que a resposta imunológica acontece de forma mais intensa, aumentando a eficácia e a tornando mais duradoura. Assim, as pessoas que não completam o esquema vacinal correm maior risco de contágio e, principalmente, de agravamento do quadro”, ressalta Longo. 

Outro detalhe importante é que, depois de vacinadas, as pessoas precisam continuar a usar máscara e manter distanciamento social. Afinal, nenhuma vacina é 100% eficaz. Além disso, enquanto boa parte da população não estiver completamente vacinada (com as duas doses), sempre haverá pessoas vulneráveis e que poderão apresentar quadros graves da covid-19.

Em Pernambuco, foram aplicadas 5.950.728 doses de vacinas contra a covid-19, desde o início da campanha de imunização no Estado. Desse total, 1.651.302 pernambucanos completaram seus esquemas vacinais, sendo 1.484.522 pessoas que foram vacinadas com imunizantes em duas doses e outros 166.780 pernambucanos que foram contemplados com Janssen (dose única). Dessa forma, a cobertura para a primeira dose está em 59,51% no Estado; a segunda, em 22,86% (incluindo dose única). 

Sobre o impacto da vacinação em Pernambuco, o médico Eduardo Jorge, representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), availia que, nas últimas quatro semanas, houve redução permanente do número de casos novos e internamentos. "Notamos que estamos começando com a sonhada e almejada imunidade coletiva. Isso estatisticamente é muito mais provável que aconteça quando tivermos 70% da população imunizada com as duas doses. As vacinas demonstraram que, diante da variante delta, precisamos das duas doses para proteção eficaz", explica Eduardo Jorge, que faz parte dos comitês de vacinação contra o coronavírus no Recife e em Pernambuco. "Diferentemente das outras variantes, a delta trouxe maior transmissibilidade: uma pessoa infectada por ela passa a doença para quatro pessoas; na variante original, essa transmissão é para até duas pessoas. Então, fazemos um apelo: as pessoas precisam voltar, aos serviços de vacinação, para tomar a segunda dose, especialmente contra a delta", acrescenta o médico.  

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