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Oito bairros do Recife estão com risco muito alto de infestação pelo Aedes, que transmite chicungunha, dengue e zika

Boletim epidemiológico alerta que, em comparação com 2020, houve aumento de 444% das confirmações de arboviroses na cidade

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 15/09/2021 às 18:10
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MARCOS PASTICH/PCR
Pneus velhos abandonados estão entre os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti - FOTO: MARCOS PASTICH/PCR
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A capital pernambucana já notificou este ano 20.491 casos suspeitos de arboviroses, sendo 7.937 registros de pessoas que adoeceram com sintomas de dengue, 12.153 de chicungunha e 401 de zika. Entre eles, foram confirmados 4.228 casos de dengue e 9.167 chicungunha. Os dados são do boletim epidemiológico de arboviroses mais recente da cidade e leva em consideração o acumulado do ano até o dia 21 de agosto. Em comparação com mesmo período de 2020, houve aumento de 364% dos casos notificados e de 444% das confirmações de arboviroses. 

Segundo o diagrama de controle, divulgado pela Secretaria de Saúde do Recife, com base na série histórica de casos prováveis de dengue, a taxa de detecção deste ano se encontra acima do limite máximo esperado. Outro detalhe que requer atenção é que, quanto à curva epidêmica dos casos prováveis (casos notificados, exceto os descartados) de chicungunha, o ano de 2021 sobressaiu-se em relação ao número de casos prováveis de 2020 e 2019. Também este ano foram notificados nove óbitos suspeitos por arboviroses: um foi confirmado para dengue, quatro foram descartados e os demais seguem em investigação. 

O último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) apresentou resultado geral no Recife de 2,1% (risco médio). Oito bairros apresentaram risco muito alto de infestação pelo Aedes aegypti. São eles: Jordão, Alto do Mandu, Ibura, Dois Irmãos, Sítio dos Pintos, Cohab, Peixinhos e Linha do Tiro. O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas no LIRAa, os municípios podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

Os resultados do LIRAa reforçam a necessidade de se intensificar ações de prevenção contra a dengue, zika e chicungunha, em especial nos bairros em alerta e em risco de surto de arboviroses.

O armazenamento de água em tonel, barril e tina geralmente é o principal tipo de criadouro, assim como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. 

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