SAÚDE E BEM-ESTAR

Baixa vacinação contra poliomielite faz Pernambuco acender alerta para risco de volta da doença já erradicada no Brasil

Poliomielite (também chamada de pólio) passa a preocupar pela volta de registros da doença ao redor do mundo e pelo aumento de famílias que escolhem não vacinar seus filhos

Cinthya Leite
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Cinthya Leite
Publicado em 13/03/2022 às 0:00 | Atualizado em 17/03/2022 às 15:45
FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
QUEDA DA PROTEÇÃO Taxa de cobertura para poliomielite caiu de 84,74%, em 2017, para 67,13% em 2021. Outras também estão abaixo de 70% - FOTO: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
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Erradicada há anos no Brasil devido a campanhas de vacinação e a medidas de vigilância epidemiológica, a poliomielite (também chamada de pólio) passa a preocupar pela volta de registros da doença ao redor do mundo e pelo aumento de famílias que escolhem não vacinar seus filhos. A doença ressurgiu em Israel e também teve uma nova cepa no Malaui, sudeste da África. Esses casos recentes, num cenário de baixa cobertura vacinal, fazem o Brasil despontar com alto risco de retorno da pólio. No País, a imunização está baixíssima. Para ter essa dimensão, basta compararmos com anos anteriores. O ano de 2021 terminou com uma cobertura contra a doença de 96,5%; em 2012, era 67,7%.

Em Pernambuco, o cenário também é preocupante: a taxa saiu de 100,08% em 2012 para 66% em 2021. O recomendado é que a cobertura vacinal contra a doença esteja em, pelo menos, 95%. Afinal, a poliomielite se espalha em populações com baixa cobertura vacinal, e o vírus tem o potencial de causar paralisia. "Estamos muito preocupados com os dados da vacinação. Neste cenário, a poliomielite, que foi identificada recentemente em Israel, torna-se uma grave ameaça para as crianças pernambucanas e brasileiras. Como tenho repetido, a vacinação é uma das mais importantes e seguras aliadas da nossa saúde. O governo de Pernambuco tem reforçado permanentemente com os municípios a importância de melhorar os índices", destaca o secretário Estadual de Saúde, André Longo.

A pólio permanece endêmica em três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Como resultado da intensificação da vacinação, no Brasil não há circulação de poliovírus selvagem (da poliomielite) desde 1990. Em 1994, a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) declarou a erradicação nas Américas do vírus selvagem da poliomielite. Os sintomas da poliomielite variam conforme as formas clínicas, desde ausência de sinais até manifestações neurológicas mais graves. A poliomielite pode causar paralisia e até mesmo a morte.

Há dois esquemas de doses contra a doença: um deles é o injetável, aos 2, 4 e 6 meses, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos de idade. Na rede pública, as doses, a partir de um ano de idade, são feitas com a vacina oral. Na rotina de vacinação infantil, nas Unidades Básicas de Saúde, a oral é aplicada nas doses de reforço dos 15 meses e dos 4 anos e em campanhas de vacinação para crianças de 1 a 4 anos.

"Infelizmente as coberturas vacinais, em todo o Brasil, têm diminuído. É um risco à saúde da população. No ano passado, não atingimos meta para nenhuma vacina indicada para o público infantil. Por isso, precisamos que pais e responsáveis fiquem atentos ao calendário vacinal de seus filhos, a fim de manter a caderneta sempre atualizada", orienta André Longo.

JC IMAGEM
Coluna Saúde e Bem-estar Cinthia Leite - FOTO:JC IMAGEM

Para viver com mais felicidade

Para viver com mais felicidade

Com basae na neurociência, a psicóloga Cíntia Tereza ministrará, no dia 2 de abril, das 9h às 19h, o workshop Viva com Felicidade, cuja proposta possibilita ver a vida através de uma lente diferente, indo além da subjetividade para se fazer escolhas que levam ao encontro de uma vida mais prospera e significativa. Durante o evento, os participantes descobrem caminhos capazes de levar ao bem-estar físico, espiritual, intelectual, relacional e emocional. A psicóloga tem trabalhado com desenvolvimento humano por quase 18 anos e passou a se dedicar a caminhos que podem trazer mais felicidade para a vida. "Desde então, tenho compartilhado esses aprendizados e experiências. Alicerçada na psicologia positiva, conduzo as pessoas para que consigam tornar as suas vidas cada vez melhores, que adotem uma visão sistêmica, e não sintomática do mundo e das suas vidas nele, que encontrem espiritualidade em outras partes da vida (propósito), que usem a capacidade de estar presente no momento presente, aprendam a fazer, refletir e agir, compreendam a integralidade mente e corpo e quais os benefícios, que construam relacionamentos saudáveis cuidando de si próprio e dos outros", destaca Cíntia Tereza. São oferecidas 20 vagas para o workshop. "É mais intimista, com poucos participantes, para que possibilite trocas e conexão, e que se sintam seguros psicologicamente. O lugar do nosso encontro se conecta bastante com a proposta de bem-estar, integrado com a natureza e boas vibrações", informa. O workshop acontecerá no Trinus Office, no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife. Entre os temas que serão abordados, estão resiliência, efeitos das emoções positivas na construção das nossas habilidades para a felicidade, gratidão, forças de caráter e como usá-las com mais frequência. A inscrição custa R$ 497 (valor pode ser parcelado em até 12 vezes) e pode ser feita pelo Sympla neste link: bit.ly/367RNFJ.

Mindfulness: alcançando equilíbrio emocional

Mindfulness: alcançando equilíbrio emocional

Com objetivo de promover o sentimento de paz interior nas pessoas, independentemente das circunstâncias em que se encontram, a psicóloga Georgia Menezes lança, nos dias 24 e 26, um programa de 8 semanas em mindfulness (em português, significa atenção plena). Trata-se de um estado em que atendemos a sentimentos e experiências com uma atitude de abertura, curiosidade e suavidade. A primeira turma de Georgia será online; a segunda, presencial. Inscrição por R$ 890 (dividido em até 12 vezes) neste link: bit.ly/3i2QwCu.

Beep: healthtech de saúde domiciliar no Recife

A Beep Saúde (beepsaude.com.br) começa a operar em Recife, com serviços de atendimento domiciliar para quem deseja solicitar vacinas e exames laboratoriais. "A Beep é um superapp de saúde e queremos oferecer os mais diversos serviços, como infusões e entregas de medicamentos. Até hoje, quando se pensava em serviço domiciliar, imaginava-se algo vip e custoso. No entanto, devido ao nosso modelo de negócio e toda a tecnologia nos bastidores, oferecemos atendimento de alta qualidade sem aumentar o preço", diz o fundador da empresa, Vander Corteze.

A alimentação no pós-covid

A alimentação no pós-covid

Sintomas como fraqueza muscular, fadiga intensa, déficit cognitivo e dor crônica têm sido associados à fase pós-covid — ou seja, quando a infecção pelo coronavírus passou, mas o paciente tem manifestações que podem durar dias ou até meses. É uma condição inflamatória, difusa e multissistêmica que pode prejudicar atividades cotidianas simples, como as de trabalho, lazer e de casa, devido ao cansaço extremo. Nesses casos, o acompanhamento médico e nutricional é essencial para tratar possíveis sequelas. "Em relação à alimentação, é importante priorizar um cardápio rico em frutas e hortaliças para se ter um aporte adequado de vitaminas e minerais. Isso ajuda a fortalecer a capacidade antioxidante do organismo, pois melhora o combate ao processo inflamatório crônico da síndrome pós-covid", diz a nutricionista Flávia Formiga. Ela acrescenta que a ingestão de alimentos ricos em fibras também ajuda a auxiliar na manutenção de uma flora intestinal equilibrada, por colaborar com a regulação do sistema imune e diminuição da inflamação provocada pela infecção viral.

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