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YANOMAMI: Campanha de vacinação de povos yanomami começa hoje (25)

Vacinação dos yanomami estava prevista para começar na semana que vem, mas foi antecipada em razão da grave crise sanitária e humanitária encontrada no território

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Allan Petterson

Publicado em 25/02/2023 às 14:51
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Com informações da Agência Brasil

O Ministério da Saúde inicia neste sábado (25) a campanha de vacinação dos povos yanomami, em Roraima (RR).

Os indígenas recebem vacinas bivalentes contra a covid-19 e imunizantes de rotina do calendário adulto e infantil (BCG, Hepatites, Influenza, Pneumo, HPV, meningocócica, entre outros).

A ação, que terá início na Casai (Casa de Apoio à Saúde Indígena), deverá se estender para as comunidades nos próximos dias.

De acordo com a pasta, a previsão é que cerca de 20 mil doses bivalentes contra a covid-19 atendam seis comunidades yanomami: Surucucu, Kataroa, Maloca, Paapiú, Auaris, Missão Catrimani e Waputha.

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A imunização dos yanomami estava prevista para começar 27 de fevereiro, juntamente com a campanha nacional, mas foi antecipada em razão da grave crise sanitária e humanitária encontrada no território.

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"Ampliar as coberturas vacinais dos Yanomamis, assim como de todos os indígenas, é prioridade do Ministério da Saúde. Antecipar a ação no território é uma medida para mitigar a grave situação de desassistência em saúde encontrada na região", destacou o secretário de Saúde Indígena da pasta, Weibe Tapeba.

A ação será executada junto à Secretaria de Saúde de Roraima, com o apoio de profissionais da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) que já estão nas terras yanomami.

ATENDIMENTO AOS POVOS YANOMAMI

Um mês após a emergência de saúde pública ser declarada na terra yanomami, mais de 5 mil atendimentos médicos a indígenas encontrados em grave situação de desassistência foram realizados na região.

No Casai, 78% das crianças evoluíram de um quadro grave de desnutrição para moderado.

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Os atendimentos emergências são realizados pela Força Nacional do SUS em polos base das regiões de Auaris, Surucucu e Missão Catrimani.

Em Boa Vista, parte dos atendimentos aos yanomami é realizada por equipes de voluntário da Casai ou no hospital de campanha montado na área externa, com apoio das Forças Armadas.

Os casos mais graves são encaminhados para a rede hospitalar da capital.

 

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