FRANÇA

Museu do Louvre reabre em Paris e visitante pode ver o sorriso da Mona Lisa com mais calma

Agendamento da visita pela internet e tempo exclusivo para apreciar o quadro mais famoso do mundo estão entre as novidades

Mona Lisa Dourado
Mona Lisa Dourado
Publicado em 06/07/2020 às 9:26
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FRANÇOIS GUILLOT/AFP
Uma vez na sala da Mona Lisa, no máximo duas pessoas por vez podem se aproximar, a uma distância de três metros do quadro, por cerca de 15 minutos - FOTO: FRANÇOIS GUILLOT/AFP
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A Mona Lisa voltou hoje a exibir o seu sorriso enigmático aos visitantes do Louvre. Depois de quase quatro meses fechado, o maior e mais visitado museu do mundo reabriu as portas na manhã desta segunda-feira (6).
As imagens dos primeiros visitantes que puderam ter acesso ao quadro famoso nesta retomada nem de longe lembram as cenas que presenciei quando fui ver a xará pela primeira vez.

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FRENTE A FRENTE COM A XARÁ 

Nada de multidões aglomeradas na fila de entrada, hordas de pessoas pelos corredores nem centenas de cabeças com câmeras em punho separando você do rosto mais conhecido do planeta. Lembro de ter feito uma verdadeira ginástica para chegar perto da musa que inspirou o meu nome (grazie, mamma!). Mas confesso que tão divertido quanto finalmente conhecer a "colega" e testar o movimento dos seus olhos vigilantes foi brincar de Wally no meio da sala lotada de gente de todos os cantos do planeta.

A Mona Lisa é, sem dúvidas, o atrativo mais buscado do Louvre, mas não chega a ser a mais interessante do acervo de 30 mil obras, que ainda inclui a escultura da Vênus de Milo, o Código de Hammurabi e uma enorme coleção arte antiga egípcia. 

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Dos 45 mil m2 do Louvre, 25% ficarão inacessíveis ao público, justamente as salas menores, para evitar aglomerações - FRAÇOIS GUILLOT/AFP

Eram mesmo outros tempos. Agora, como manda o figurino de prevenção à covid-19, a administração do museu montou um super esquema para permitir que turistas apreciem a obra-prima de Leonardo da Vinci em segurança. Apesar dos protocolos, a vantagem é ganhar mais tempo e tranquilidade para tirar as inevitáveis selfies.

VISITA AGENDADA

Antes de tudo, será preciso agendar um horário para ir ao museu. Quem quiser arriscar diretamente na bilheteria ficará sujeito à existência ou não de horários livres.

Ao entrar, o visitante deve seguir por um caminho de mão única e manter um metro de distância. O uso de máscara, claro, é obrigatório.

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Visitantes precisam seguir fila de mão única - FRAÇOIS GUILLOT/AFP

Uma vez na sala da Mona, apenas duas pessoas por vez podem se aproximar, a uma distância de três metros do quadro, por cerca de 15 minutos cada dupla.

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Até duas pessoas por vez podem se aproximar do quadro, numa distância de três metros - FRANÇOIS GUILLOT/AFP

O passeio mais pacato é resultado das rigorosas medidas de distanciamento social e também da ausência por alguns meses dos turistas de fora da União Europeia, que representam 75% dos visitantes. Ao lado de norte-americanos e chineses, brasileiros estão entre as nacionalidade que lideram a lista. No entanto, ainda impedidos de entrar no País, por ora, devem se contentar com um tour virtual.

"Teremos no máximo entre 20% e 30% de nosso público do verão de 2019, que ficou entre 4.000 e 10.000 visitantes diários", disse o diretor do museu, Jean-Luc Martínez, à imprensa durante o anúncio das medidas. Segundo ele, a pandemia deixou um prejuízo de 40 milhões de euros.

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O presidente do museu, Jean-Luc Martínez, disse que público será de, no máximo, 30% do registrado em 2019 - de 4 mil a 10 mil por dia - FRAÇOIS GUILLOT/AFP

A administração espera pelo menos três anos difíceis, uma vez que o número de ingressos vendidos em 2020 estará longe do recorde de mais de dez milhões atingidos em 2018 e dos 9,6 milhões registrados no ano passado. De acordo com os dados mais recentes, as reservas para julho somavam 12 mil, pouco mais que o pico de um só dia alcançado no último verão.

ÁREA RESTRITA

Mesmo com menos gente, o museu restringirá o acesso do público a 70% da área total, de 45 mil m2. Isso porque as salas menores serão fechadas para evitar aglomerações.

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Espaço amplo permite a visita com distanciamento entre as pessoas - FRAÇOIS GUILLOT/AFP

O Louvre se soma às atrações turísticas francesas que voltaram a funcionar desde junho, entre elas o Museu d’Orsay, o Palácio de Versalhes e a Torre Eiffel, esta última reaberta no dia 25/6, também com muitos protocolos e acesso por escadas.

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EUROPA Retorno gradativo à normalidade ameaçado por nova onda - FOTO:FRAÇOIS GUILLOT/AFP
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O Museu do Louvre reabriu em 19 de maio deste ano, após passar meses fechado pela pandemia da covid-19. - FOTO:FRAÇOIS GUILLOT/AFP
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Espaço amplo permite a visita com distanciamento entre as pessoas - FOTO:FRAÇOIS GUILLOT/AFP
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O presidente do museu, Jean-Luc Martínez, disse que público será de, no máximo, 30% do registrado em 2019 - de 4 mil a 10 mil por dia - FOTO:FRAÇOIS GUILLOT/AFP
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Até duas pessoas por vez podem se aproximar do quadro, numa distância de três metros - FOTO:FRANÇOIS GUILLOT/AFP

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