Reality Show

Conheça JP Gadêlha, o galã pernambucano do 'The Circle Brasil', da Netflix

Bombeiro militar é destaque na primeira temporada do programa que ainda está no ar na plataforma de streaming

Robson Gomes
Robson Gomes
Publicado em 20/03/2020 às 17:58
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O pernambucano JP Gadêlha é um dos participantes da primeira temporada do 'The Circle Brasil', da Netflix. - FOTO: INSTAGRAM/@JPGADELHA/REPRODUÇÃO
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João Paulo Gadêlha Aguiar Malta de Moura: o nome é grande, mas o seu apelido já é bem conhecido no mundo do streaming. JP Gadêlha é um dos participantes da primeira temporada do reality show The Circle Brasil, que está em cartaz na Netflix.

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O bombeiro militar de 31 anos é pernambucano, mas hoje mora em Feira de Santana, na Bahia. O rapaz boa pinta nasceu no Recife e passou sua infância em Goiana, na Região Metropolitana, quando voltou para a capital pernambucana com 14 anos. Aos 17, ingressou na Unicap no curso de Direito, mas no ano seguinte iniciou a carreira militar como oficial do Exército, na CPOR/Recife.

Promovido a Tenente do Exército aos 20, ficou na instituição por quase nove como oficial temporário. E desde 2018 se mudou para Salvador após ser aprovado no concurso para o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia.

Dentro do The Circle Brasil, JP Gadêlha se destacou como o galã nordestino e boa gente. Mentiu sua idade - disse que tinha 28 - mas decidiu ser essencialmente ele mesmo, e mais que um rostinho bonito, no reality show gravado na Inglaterra ano passado com apresentação de Giovanna Ewbank. A primeira temporada estreou no último dia 11 e termina na próxima quarta-feira (25), com os quatro episódios finais, totalizando 12.

Em entrevista ao Jornal do Commercio, JP, que hoje acumula mais de 640 mil seguidores no Instagram, conta um pouco da sua experiência de participar deste game que aborda esse universo desenfreado das redes sociais - O que é real? O que é fake? - com o objetivo de faturar um bom prêmio em dinheiro. Confira.

ENTREVISTA // JP GADÊLHA

JORNAL DO COMMERCIO - JP, como você soube do The Circle e o que te motivou a se inscrever?

JP GADÊLHA - Soube do The Circle por meio de um amigo. Após pesquisar a versão britânica (a primeira a ser gravada), meu interesse foi instantâneo. A premissa do reality é muito interessante e contemporânea: pessoas que se comunicam apenas virtualmente, de suas próprias residências, buscando criar laços reais a ponto de isso permitir a permanência no programa. Tudo isso – aliado à credibilidade da Netflix – me impulsionou a ser um candidato.

JC - Pode contar como foi o processo de seleção até a sua aprovação no programa?

JP - O processo de seleção é bem rigoroso e sigiloso. Tudo acontece de forma muito organizada. Por força contratual, não posso entrar em detalhes, porém afirmo que são várias etapas, com abordagens diferentes, pelas quais passamos sem necessariamente ter a garantia de que, de fato, seremos um participante. Só tivemos a confirmação bem próximo ao período do confinamento.

JC - O reality foi gravado na Inglaterra. Durante qual período? Você conheceu a Giovanna Ewbank?

JP - Foi gravado na Inglaterra no segundo semestre do ano passado. Todos os participantes a conheceram.

JC - O The Circle se mostra um jogo interessante, porém, um pouco solitário. Como você administrou isso? Pode compartilhar alguma curiosidade dos bastidores?

JP - Apesar de parecer solitário, na verdade o programa é muito intenso e a solidão é episódica, casual. Na verdade, não lembro de tê-la sentido. A dinâmica do programa não permite que sintamos solidão: estamos sempre em contato uns com os outros, seja em atividades programadas pela produção (jogos, dinâmicas, brincadeiras, etc.), seja em interações espontâneas entre os participantes. Nos momentos em que não havia nada, eu simplesmente lia, treinava ou descansava, procurando sempre ocupar meu tempo. Foi algo muito novo e intenso, de modo que, dentre tantos sentimentos, solidão talvez fosse o mais distante.

JC - Antes mesmo do The Circle, você já se considerava uma pessoa viciada em redes sociais?

JP - “Viciado” talvez não seja o termo mais apropriado, porém admito que sou um grande entusiasta. As redes sociais fazem parte da minha rotina, sobretudo nesses tempos em que as formas de interação mudaram. Eu consigo ficar tranquilamente sem as redes sociais sem que isso me acarrete grandes prejuízos, porém não seria fácil nem é algo que almejo.

JC - Você é bombeiro militar. Em algum momento você teve medo que sua imagem fosse exposta demais e atrapalhasse sua profissão?

JP - Sim. Era uma preocupação constante, até porque sempre faziam referência ao fato de eu ser bombeiro. Antes de ingressar no reality, tive de pedir permissão ao Comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e ao Governador do Estado, já que apareceriam fotos minhas fardados. Por ser militar, automaticamente me submeto a uma série de regramentos e códigos de condutas, então, mesmo em minha vida pessoal, não posso jamais adotar qualquer postura que afronte os pilares do militarismo.

JC - Você optou por ser você mesmo no jogo. Porquê? Em algum momento você pensou em criar um fake?

JP - Eu sou muito espontâneo e verdadeiro. Talvez se eu adotasse outra personalidade não conseguiria manter uma narrativa coerente e seria descoberto pelos outros participantes. Além do mais, julguei que meu perfil seria bastante interessante à dinâmica do jogo, um contraponto às personalidades que certamente encontraria. E, quando vi os demais participantes, percebi claramente que foi um acerto adotar a minha personalidade; primeiro porque havia uma “caça aos fakes” que poderia me prejudicar e, segundo, para compor essa mesa de diversidade que foi o programa.

JC - O The Circle é um jogo virtual, mas sobretudo, de aparências. Quais foram os teus aprendizados com o reality?

JP - O principal aprendizado é: nem tudo é o que parece. Assistindo o reality, percebi que as impressões que criei e nutri no programa nem sempre condiziam com a realidade, de modo que, mesmo vivendo aquilo tudo, ainda assim foi uma surpresa ver como a visão muda quando se está fora do contexto. Por isso, a grande lição é não se enganar com as aparências. O correto é tentar enxergar para muito além da superfície.

JC - Você jogaria novamente se fosse convidado? O que faria de diferente?

JP - Jogaria, sem dúvidas. Talvez eu mudasse a minha postura inicial. Eu estava muito travado no início do programa, pensava demais em meus gestos e atitudes. Depois, quando comecei a pegar o embalo, pude me soltar um pouco mais e ter uma visão mais clara do jogo e do meu papel.

JC - Quais relações você criou com os participantes fora do reality?

JP - Todas muito amistosas! Lógico que existem aquelas pelas quais nutrimos mais carinho, até por conta da afinidade, mas são todos grandes parceiros que, certamente, levarei para vida.

JC - Como você está lidando com o assédio do público com o The Circle no ar?

JP - Com muita tranquilidade. Por me expor muito nas redes sociais desde antes do The Circle, isso não tem sido novidade. Eu levo na esportiva.

JC - Para JP, a experiência do The Circle foi suficiente ou toparia participar de outro reality show? Se sim, qual?

JP - A experiência do The Circle é eterna: os ciclos se renovam a todo instante, não à toa estou dando esta entrevista, amanhã provavelmente darei outra, e daqui a 10 anos alguém talvez me pare e diga que adorou ou odiou a minha performance no reality. Então, a experiência nunca se esgota – é um processo no qual estou inserido e sobre o qual ainda estou pensando para, enfim, compreender. Quanto a outro reality, há muitas questões envolvidas – sobretudo profissionais –, então teria de haver uma proposta concreta para que eu pudesse analisá-la.

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