Artes Cênicas

Espetáculo de trilogia do Baile do Menino Deus é apresentado em live

Exibição de 'Bandeira de São João' acontece dia 23 de junho

Márcio Bastos
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Márcio Bastos
Publicado em 10/06/2020 às 11:54 | Atualizado em 07/06/2022 às 14:45
Foto: Leo Motta/JC Imagem
Espetáculo 'Bandeira de São João' estreou em 1988 e chegou a ganhar especial na televisão - FOTO: Foto: Leo Motta/JC Imagem
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Idealizada por Ronaldo Correia de Brito, Assis Lima e o músico Antônio Madureira, a Trilogia das Festas Brasileiras é amplamente conhecida por uma de suas partes, O Baile do Menino Deus, cuja montagem teatral atrai milhares de pessoas anualmente ao Marco Zero, no Recife Antigo. Muitos, porém, não conhecem as outras duas partes do projeto, o drama Arlequim (1989) e um álbum-espetáculo focado no período junino. É este trabalho, Bandeira de São João, que a Fundaj exibe em uma versão inédita, através de live, no dia 24 de junho, às 19h40.

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Lançado em 1987, o álbum ganhou uma cantata junina em 1988 e foi apresentado em teatros como o Santa Isabel e o Valdemar de Oliveira, no Recife, entre outros, além de ganhar um especial na televisão. A última montagem do trabalho aconteceu em 2019, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.

A montagem que será apresentada no dia 23 de junho pela Fundaj acontece no formato aula-espetáculo, com adaptações pensadas para o ambiente virtual. Nela, um acordeonista, um percussionista e outra violonista e solista assumem a música. Outro membro da equipe entra para assegurar os efeitos sonoros, que intercala trilha e textos recitados por Correia de Brito. A obra será exibida no site especial de São João da Fundaj.

Sincretismo

Segundo Ronaldo Correira de Brito, assim como o Baile do Menino Deus, Bandeira de São João é construído a partir da multiculturalidade.

“A origem do festa é druida, da cultura céltica, que o catolicismo se apropriou. Uma cultura pagã e européia. O São João ganhou caráter de festa junina aqui, com signos como o forró, o casamento, outra série de símbolos locais, até a quadrilha francesa do século XVIII. Mas, em sua origem, é muito universal. Queimasse a fogueira por causa do solstício de verão e nós nos apropriamos de todos estes símbolos. Queremos contar essa história”, explicou o autor na divulgação do projeto enviada à imprensa.

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