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Cinema da Fundação promove mostra online de curtas com acessibilidade

A mostra Curta Alumiar é um desdobramento do projeto Alumiar, do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, trazendo oito curtas com audiodescrição, legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) e janela de Libras

Rostand Tiago
Rostand Tiago
Publicado em 17/06/2020 às 15:40
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LEI Instrução normativa prevê acessibilidade comunicacional em 100% das salas de cinema do Brasil - FOTO: DIVULGAÇÃO
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O pioneirismo das salas de cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em relação a acessibilidade comunicacional agora ganha o território virtual. O projeto Alumiar, que desde 2017 realiza exibições regulares de filmes nacionais com recursos de audiodescrição, legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) e janela de Libras, agora ganha uma mostra online, batizada de Curta Alumiar. Serão oito curtas-metragens pernambucanos lançados hoje e amanhã no site da Cinemateca Pernambucana, onde ficarão disponibilizados para o acesso gratuito.

"A gente escolheu oito filmes que passam por diferentes gêneros e formatos, entre o documentário, a animação ou filmes mais poéticos, que representam a qualidade da produção pernambucana. Já vínhamos fazendo algumas iniciativas online e não podíamos esquecer do público da Alumiar, que cultivamos nos últimos anos", explica Ana Farache, coordenadora dos cinemas e da cinemateca da Fundaj. O leque exibido vai do final dos anos 1970 até a produção atual, passando por nomes importantes da cinematografia pernambucana.

Nesta quinta-feira, estão disponíveis A Árvore do Dinheiro (Marcos Buccini e Diego Creididio), A Onda Traz, O Vento Leva (Gabriel Mascaro), Ave Maria ou a Mãe dos Sertanejos (Camilo Cavalcante) e Cinema Glória (Fernando Spencer e Félix Filho). Na sexta, entram Clandestina Felicidade (Beto Normal e Marcelo Gomes), Nº 27 (Marcelo Lordello), Recife de Dentro pra Fora (Katia Mesel) e Salu e o Cavalo Marinho (Cecília da Fonte Alves). Os títulos permanecerão no acervo permanentemente.

O Alumiar começa em 2017 e, de lá para cá, vem pluralizando suas iniciativas. Suas sessões abertas exibem longas nacionais com as três modalidades de acessibilidade e o projeto firma parcerias com escolas e associações, se empenhando em ser um formador de público. Ele também pôde circular pelo interior do Estado com o Alumiar na Estrada, passando por cidades como Nazaré da Mata, Caruaru e Arcoverde, além de participar de festivais na Região Metropolitana e em outros Estados. "Assim que o cinema reabrir, esses filmes da mostra de curtas também ganharão exibições nas salas. É um projeto que acabou se consolidando não só com seu principal público, mas também teve uma receptividade por parte de muita gente que quer entender como funcionam essas ferramentas", afirma Farache.

Retorno

Para uma futura volta exibições presenciais, a Fundaj já prepara seu próximo passo em relação à acessibilidade. Em 2016, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) publicou uma instrução normativa que previa a presença de equipamentos de acessibilidade comunicacional em 100% das salas de cinema até janeiro deste ano. A medida teve prazo prorrogado para 2021 e o instituto já começou a se mobilizar. Em março, foi criada a divisão de acessibilidade e projetos especiais, com uma equipe de profissionais voltada para o planejamento dessas questões, já começando a exibir seus esforços com a Curta Alumiar.

Também foi realizada a aquisição de equipamentos que permitirão o uso de ferramentas de acessibilidade também nas sessões comerciais, se adequando ao parâmetros da instrução normativa. “A Ancine determina que um complexo de duas salas, como é o nosso caso, precisa ter cinco aparelhos desses. Nós adquirimos 20 deles, sendo 10 para a sala do Derby e 10 para Casa Forte, firmando nosso compromisso que começou no Alumiar”, explica Túlio Rodrigues, chefe da divisão de acessibilidade.

Os aparelhos são semelhantes a celulares, contando com um display e com conexão para fone de ouvidos, para o público com deficiência visual ter acesso a audiodescrição. Há também a funcionalidade de abrir legendas ou uma janela de Libras. É um sistema de acessibilidade conhecido como fechado, já que não interfere na experiência do restante da sala. Já o Alumiar, que terá continuidade, é realizado com um modelo de acessibilidade aberto, com as legendas e a janela de libras na tela e a audiodescrição nas caixas de som.

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CENA DE 'CINEMA GLÓRIA', DE FERNANDO SPENCER E FÉLIX FILHO - FOTO:CINEMATECA PERNAMBUCANA/DIVULGAÇÃO
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CENA DE 'RECIFE DE DENTRO PRA FORA', DE KATIA MESEL - FOTO:CINEMATECA PERNAMBUCANA/DIVULGAÇÃO
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CENA DE 'AVE MARIA OU MÃE DOS SERTANEJOS', DE CAMILO CAVALCANTE - FOTO:CINEMATECA PERNAMBUCANA/DIVULGAÇÃO
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AVE MARIA Camilo Cavalcanti desenrola sua obra ao som da composição de Schubert tocada às 18 horas - FOTO:DIVULGAÇÃO
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RECIFE DE DENTRO PRA FORA Filme de Kátia Mesel está entre os selecionados para exibição na mostra - FOTO:DIVULGAÇÃO

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