PREMIAÇÃO

Documentário sobre Hector Babenco será o representante do Brasil no Oscar

Dirigido por Bárbara Paz, 'Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou' é o escolhido pela Academia Brasileira para representar o país no Oscar de Melhor Filme Internacional

Rostand Tiago
Rostand Tiago
Publicado em 18/11/2020 às 14:11
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CRÍTICA Documentário sobre Babenco foi premiado em Veneza - FOTO: DIVULGAÇÃO
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A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais anunciou o representante brasileiro para a disputa de Melhor Filme Internacional no Oscar. É o documentário Babenco: Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer Parou, dirigido por Bárbara Paz. O filme, uma espécie de retrato de memória e despedida do celebrado diretor Hector Babenco, argentino radicado no Brasil, responsável por filmes como Pixote, O Beijo da Mulher-Aranha e Carandiru. O longa venceu o prêmio de melhor documentário no Festival de Veneza de 2019 pela crítica independente. O filme tem sua estreia na próxima semana.

A escolha é feita por uma comissão de renomados profissionais do setor, que nesse ano contou com Afonso Beato e Lula Carvalho (diretores de fotografia), Clelia Bessa, Leonardo Monteiro de Barros, Renata Magalhães e Rodrigo Teixeira (produtores), a cineasta e diretora presidente da SPcine Laís Bodanzky e os diretores Roberto Berliner e Viviane Ferreira. A escolha não tem participação do governo federal desde que a Academia responsável pelo Oscar reconheceu a Academia Brasileira como órgão de seleção.

Babenco era uma das possíveis escolhas ao lado de outros 18 filmes, entre títulos como A Febre, Alice Junior, Cidade Pássaro, Marighella e Minha Mãe é uma Peça 3. O Oscar será realizado em 25 de abril de 2021, mês um pouco mais a frente que o tradicional, escolhido por conta da pandemia do coronavírus. É a primeira vez que um documentário é escolhido para ser o representante do país na disputa.

Babenco se ancora em um presente em que o diretor volta a lutar contra o câncer para lançar uma investigação por sua vida, suas ideias e suas obras, fugindo de estruturas convencionais de documentário. Trata-se de um filme que lida com a vida e também com a chegada da morte de um artista, a qual o cineasta se mostra consciente dela. Bárbara reúne registros íntimo - a atriz e diretora era casada com Babenco -, imagens de arquivos de bastidores e de filmes, imagens poéticas e costura tudo isso em uma delicada carta de despedida ao homem que foi um dos maiores cineastas do país e ao homem com quem conviveu.

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