Luto

Morre Mário Monjardim, a voz do Pernalonga no Brasil

Dublador de 86 anos sofreu um AVC e estava afastado dos estúdios desde o ano passado

Robson Gomes
Robson Gomes
Publicado em 30/07/2021 às 19:40
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De longa carreira na dublagem, Mário Monjardim deu voz a personagens como Pernalonga, Hortolino e Capitão Caverna - FOTO: DIVULGAÇÃO
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Poucos dias após a morte de Orlando Drummond, outro grande dublador faleceu nesta sexta-feira (30). Mário Monjardim, famoso por dar voz a personagens icônicos no Brasil como Pernalonga em Looney Tunes e Salsicha em Scooby-Doo. Ele tinha 86 anos, sofreu um AVC no ano passado e era pai do diretor de dublagem Júlio Monjardim e primo do diretor de novela Jayme Monjardim. A causa da morte nesta sexta-feira ainda não foi divulgada.

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Além de melhor amigo, Mário também foi diretor do Orlando Drummond e dos desenhos dublados pela Herbert Richers. Ele também deu voz a personagens conhecidos por várias gerações como Frangolino e Capitão Caverna.

CARREIRA

O capixaba Mário Monjardim Filho nasceu em 16 de Janeiro de 1935, na cidade de Vitória. Foi casado com Zoraida Barreto e atualmente estava com Branca Monjardim. Foi pai de cinco filhos: Marcus, André, Júlio, Leyla e Mario.

Começou a carreira em 1954 na Rádio Vitória aprovado pelo diretor José Américo. Quatro anos depois partiu para a então capital federal quando trabalhou na Rádio Nacional a convite do mesmo diretor.

Em 1965 foi para a recém inaugurada TV Globo por intermédio do diretor Graça Mello. Lá fez parte do elenco de vários programas, dentre eles a primeira versão de Carga Pesada, e os programas humorísticos Chico Anysio Show e Os Trapalhões, todos na década de 1980.

Na dublagem começa as atividades em 1958, na Herbert Richers, quando havia acabado de chegar no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes trabalhou na ZIV, Rio Som, Cine Castro, TV Cine Som, e Dublasom Guanabara.

Nos anos de 1970, além da Herbert Richers, Televox, e Tecnisom, também começa a atuar na Peri Filmes, e Croma. Já na década seguinte, também passa pela Telecine, VTI e também em outros estúdios, como a Delart, Sincrovideo, e Double Sound.

Chegou ao século XXI em plena atividade, pois além da Herbert Richers, e Delart, também atuou na Wan Macher e Cinevídeo. Nos últimos anos, trabalhou na Delart, com alguns trabalhos na Audiocorp, e na Áudio News, até se afastar da dublagem após sofrer um AVC.

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