CINEMA

Preparadora de elenco de "Marighella" é acusada de abusos por atores de outros trabalhos: "Fui torturada"

"Condições bárbaras de treinamento, dignas de uma fascista e torturadora", desabafou Denise Weinberg

Emannuel Bento
Emannuel Bento
Publicado em 10/11/2021 às 16:20
EBC/REPRODUÇÃO E JOÃO CALDAS/DIVULGAÇÃO
Fátima Toledo foi criticada em denúncia pública da atriz Denise Weinberg - FOTO: EBC/REPRODUÇÃO E JOÃO CALDAS/DIVULGAÇÃO
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Um elogio feio por Wagner Moura, diretor de "Marighella", à preparadora de elenco do filme, Fátima Toledo, durante o "Roda Vida" de 1º de novembro, gerou reações de diversos atores. A controvérsia começou através de uma denúncia pública da atriz Denise Weinberg, que trabalhou com a preparadora em "Linha de Passe" (2008) e relatou ter sofrido agressões verbais e físicas.

"Uma pessoa do mal, que não entende nada sobre nosso ofício, que me provocou uma hemorragia muito séria por suas condições bárbaras de treinamento, dignas de uma fascista e torturadora, não consigo entender sua defesa por esse ser que deveria e já está fora do nosso meio, graças a Deus", disse Denise Weinberg, que é finalista do Emmy, em desabafo foi publicado na conta do ator e diretor de teatro Luiz Antônio Rocha.

Moura e Toledo já haviam trabalhado juntos em "Tropa de Elite" (2008). "Eu a admiro muito, me ensinou muito. É uma parceira. Eu trabalhei algumas vezes com a Fátima. Quando resolvi fazer o teste de elenco, para mim não importava só o talento, mas queria conhecê-los para ter perto de mim pessoas que pensassem o filme comigo. Isso se encaixa perfeitamente no que a Fátima faz", disse Wagner Moura, no "Roda Vida", da TV Cultura.

"Fui torturada", reforçou Denise, em entrevista ao "Notícias da TV". "Botaram o pé na minha nuca, mandaram dizer que eu era uma merda. Ela falou na minha cara a merda de atriz que eu era, que não precisava de atrizes.Eu tive sequelas. Falei da humilhação, mas é uma violação dos direitos humanos. Tive hemorragia, perdi a voz."

"Me surpreendeu muito", disse Desine, sobre a fala do diretor, ainda para o "Notícias". Fui muito prejudicada por essa senhora. Eu acho que não é um método, eu faço teatro há mais de 40 anos e nunca tinha passado por um método de tortura, eu não acredito nisso. Eu acredito na delicadeza, eu acho que o ofício do ator, nós somos um instrumento, é como você pegar um piano e jogar na parede. É um pouco do que eu sofri."

Após a publicação de Luiz Antônio Rocha, atores como Armando Babaioff, Drica Morais, Ernani Moraes e Beth Goulart engrossaram o coro contra os métodos de Fátima. "Péssima", comentou Drica. "Tive uma única experiência e o que posso dizer é que foi extremamente desagradável, tanto ela quanto o assistente dela na época. Até hoje penso no que aconteceu naquela sala de ensaio", completou Babaioff. Ernani Moraes também rechaçou qualquer novo trabalho com a preparadora. "Quero distância dela e de seu método abusivo", finalizou sobre a questão.

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