DINHEIRO

Mais de 70 mil militares, pensionistas e anistiados receberam auxílio emergencial

Forças Armadas irão apurar individualmente cada caso para restituição do dinheiro, se for o caso

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 12/05/2020 às 19:16
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Movimentação em frente à Caixa Econômica da Encruzilhada durante a pandemia do coronavírus. - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Pelo menos 73 mil CPFs registrados na base de dados do ministério da Defesa receberam o auxílio emergencial criado pelo governo federal. De acordo com a pasta, esse contingente inclui militares (ativos e inativos, de carreira e temporários), pensionistas, dependentes e anistiados. O programa, executado pela Caixa, Dataprev e ministério da Cidadania ainda tem uma fila de espera de 17 milhões de pedidos de informais e autônomos em análise.

Dos quase 1,8 milhão de CPFs constantes da base de dados do ministério da Defesa, 4,17%, o equivalente à 73.242 mil foram identificados como beneficiários. Segundo o ministério da Defesa, os casos estão sendo avaliados individualmente, já que para alguns o auxílio pode ter sido pago de forma regular. 

Dos 73 mil, a pasta alerta que parte recebeu automaticamente por ter CPF registrado no Cadastro Único ou ser beneficiário do Bolsa Família, mas não tem ainda claro quantos fizeram inscrição no aplicativo ou site criado pela Caixa. 

Fila de espera

O auxílio emergencial já distribuiu mais de R$ 35 bilhões desde sua criação no início do mês de abril. A demora para aprovação dos dados, fora os problemas de acesso às plataformas, tem sido queixa recorrente de quem precisa do dinheiro para suprir necessidades básicas durante a pandemia do novo coronavírus. 

Ao todo, o programa já recebeu pouco mais de 96 milhões de inscrições, tendo cerca de 26 milhões pedidos negados. Ontem, o presidente da Caixa aguardava que a Dataprev repassasse um novo lote de cadastros que continuam em análise, para que o pagamento fosse feito ainda esta semana. A previsão, era de que a estatal de tecnologia liberasse novos dados hoje, o que não aconteceu. Na fila de espera seguem ainda 17 milhões de brasileiros sem resposta quanto ao pagamento do auxílio. 

para o recebimento do auxílio emergencial, o beneficiário não pode ter emprego formal ativo, o que inclui os agentes públicos. De acordo com o ministério da Defesa e da Cidadania, assim que fizeram o cruzamento de dados e identificaram a possibilidade de eventuais recebimentos indevidos, os Comandos das Forças Armadas foram acionados para apurar possíveis irregularidades.

As pastas reforçam, no entanto, que entre os que solicitaram o auxílio, por meio do aplicativo ou do site da Caixa Econômica Federal, há pertencentes a famílias cuja renda mensal por pessoa não ultrapassa meio salário mínimo (R$ 522,50), ou cuja renda familiar total é de até 3 (três) salários mínimos (R$ 3.135,00) e que podem ter interpretado equivocadamente as regras de recebimento do benefício.


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