IPCA

Inflação volta a crescer no Grande Recife e chega a 0,51% em junho, diz IBGE

Nacionalmente, o crescimento da inflação foi menos acentuado e atingiu a marca de 0,26%

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 10/07/2020 às 11:58
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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A projeção está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central - FOTO: Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no País, de junho na Região Metropolitana do Recife (RMR) foi de 0,51%, a quarta maior inflação observada em todos os locais pesquisados pelo IBGE, que divulgou os dados nesta sexta-feira (10). Em maio, a taxa registrada para a RMR havia sido negativa: -0,18%. Com isso, no ano, o IPCA acumula alta de 1,12% no Grande Recife.

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Nacionalmente, o crescimento da inflação foi menos acentuado e chegou à marca de 0,26% em junho ante queda de -0,38% no mês anterior. Agora o índice acumula alta de 0,10% de janeiro até junho deste ano. O resultado frustra análises de especialistas que previam que o IPCA só ficaria positivo em julho.

Na RMR, sete dos nove grupos de itens pesquisados pelo IBGE demonstraram uma elevação de preços. O segmento de transporte contribuiu com a maior alta (1,34%), seguido de artigos de residências (1,07%), comunicação (0,77%), saúde e cuidados pessoais (0,60%), alimentação e bebidas (0,53%), habitação (0,37%) e educação com 0,12%. Entre os itens que registraram redução na média de preços na RMR, o grupo vestuários puxou a inflação para baixo, com -1,09%, seguido de despesas pessoais (-0,20%).

Dentro do item alimentação e bebidas, os produtos que mais subiram de preço no Grande Recife foram a melancia (15,66%), o melão (11,16%), o cheiro-verde (9,50%), o óleo de soja (7,68%), a maçã (7,54%), o feijão carioca (7,42%), fígado (7,13%) e o arroz (6,06%). Entre os alimentos que mais baixaram de preço, estão o tomate (-15,00%), a mandioca (-9,79%), o abacaxi (-6,93%), oss tubérculos, raízes e legumes (-6,61%), o coentro (-6,26%) e a batata-inglesa (-4,87%). No item transporte, a maior queda foi registrada na passagem aérea (-21,53%), seguida do transporte público, com índice negativo de -2,62%. A gasolina teve a alta mais intensa, 4,83%.

Brasil também sai de deflação

Após dois meses seguidos de deflação, os preços no país voltaram a subir e registraram alta de 0,26% em junho, de acordo com o IPCA. A taxa foi influenciada pelo aumento nos preços dos combustíveis após reduções nos últimos quatro meses, em especial da gasolina, que teve o maior impacto individual (0,14 p.p.), com alta de 3,24%. Agora, o país acumula alta de 0,10% no ano e de 2,13% em 12 meses.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta no mês. Transportes foi a segunda maior contribuição, com preços que subiram 0,31%, mas que vinham de quatro meses consecutivos de queda. Etanol (5,74%), o gás veicular (1,01%) e o óleo diesel (0,04%) registraram alta, levando o preço dos combustíveis a subir 3,37%, frente à variação de -4,56% registrada em maio. “Houve uma alta nos preços dos combustíveis que chegou nas bombas e impactou o consumidor final. Isso alterou o grupo de Transportes e influenciou no IPCA”, detalha Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

Entre as quedas do grupo de Transportes, os destaques foram as passagens aéreas (-26,01%), que apresentaram variação similar à observada em maio (-27,14%) e contribuíram com o maior impacto individual negativo no IPCA de junho (-0,11 p.p.). Além disso, o item transporte por aplicativo, após alta de 5,01% em maio, registrou -13,95% de variação. Já o resultado do subitem metrô (1,43%) reflete o reajuste de 8,70% nas passagens do Rio de Janeiro (5,22%), vigente desde 11 de junho, enquanto a queda no subitem táxi (-0,35%), por sua vez, decorre do cancelamento, a partir de 22 de maio, do reajuste ocorrido no Rio de Janeiro (-1,64%) em janeiro.

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