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Após quatro meses de queda, serviços voltam a crescer em Pernambuco (5,6%) e no Brasil (5%)

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 13/08/2020 às 19:48
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YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
Pela segunda vez consecutiva, o desempenho pernambucano ficou acima da média nacional, visto que o índice do Brasil - FOTO: YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
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Após quatro meses consecutivos de queda, o setor de serviços, o principal da economia de Pernambuco, cresceu em junho, avançando 5,6% frente o mês anterior. De fevereiro a maio, o Estado vinha apresentando queda. Agora, pela segunda vez consecutiva, o desempenho pernambucano ficou acima da média nacional, visto que o índice do Brasil registrou alta de 5%, também após quatro recuos. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Quando levado em consideração o mês de junho de 2019, a retração do setor em Pernambuco é de -22,9%, foi maior que a do Brasil, que ficou -12,1%. No acumulado do ano, de janeiro a junho, o Estado registrou mais um recuo. O índice foi de -13,2%, superando o nacional, de -8,3%. Nos últimos 12 meses, Pernambuco acumula retração de -6,7%. No País, cujo PIB sofre forte influência do setor, que tem participação acima de 60%, a redução foi de -3,3%.

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Assim como nos meses anteriores, a queda no volume de serviços, de junho de 2019 para junho de 2020, foi acompanhada pelas cinco atividades pesquisadas. Entre elas, a que apresentou a maior queda foi a de serviços prestados às famílias, com redução de 69,0%. O segmento inclui 23 tipos de serviços, como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, espetáculos de artes cênicas e atividades esportivas em geral.

Além do destaque para o recuo em serviços prestados às famílias, os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram perdas e caíram 21,4%. Já o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, por sua vez, teve retração de -15,8%, seguido outros serviços (-12,1%). Os serviços de informação e comunicação também registraram resultado negativo (-10,6%).

Turismo cresce mais uma vez

Com a flexibilização do isolamento social, as atividades turísticas registraram alta em junho na comparação com maio. O crescimento é o segundo consecutivo do indicador desde o início da pandemia. Em Pernambuco, o índice de atividades turísticas ter alta de 4,2%, segundo o IBGE. No Brasil, o avanço do setor no mês de junho deste ano foi bem maior, 19,8%.

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Quando confrontado com o mês de junho de 2019, o turismo de Pernambuco muda de cenário, amargando uma queda mais acentuada que a do Brasil: -69,4%, contra -58,6% no País.

No acumulado do ano, as atividades turísticas no Brasil caíram -34,6% frente a igual período de 2019, pressionado pelos ramos de transporte aéreo, restaurantes, hotéis, rodoviário coletivo de passageiros e serviços de bufê. Segundo a PMS, as atividades turísticas em Pernambuco caíram -37,8% entre janeiro e junho deste ano. No Estado, a queda acumulada em 12 meses é de -19%. No Brasil, o resultado também ficou negativo, -15,7%.

Todos os 12 estados que fazem parte da pesquisa tiveram índices positivos, mas Pernambuco foi o que apresentou a recuperação mais tímida, em contraste, por exemplo, com os indicadores alcançados por Santa Catarina (26,1%), Rio de Janeiro (23,7%) e Rio Grande do Sul (21,5%), as três unidades da federação com resultados acima da média nacional. Os dois estados do Nordeste que participam do levantamento, Bahia e Ceará, alcançaram, respectivamente, uma recuperação de 4,7% e 13,2% em relação a maio.

Apesar do crescimento em junho, projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) apontam perdas acumuladas de R$ 4,4 bilhões no setor turístico de Pernambuco, desde março, quando a pandemia teve início. Em todo o país, a entidade estima que o setor tenha perdido cerca de R$ 153,8 bilhões. Somente em julho, o turismo deixou de faturar R$ 31,9 bilhões, após perder R$ 34,2 bilhões em junho, R$ 37,5 bilhões em maio, R$ 36,9 bilhões em abril e R$ 13,4 bilhões em março.

A confederação prevê também que a tendência é de que o faturamento real desse segmento encolha 32,1% neste ano, com perspectiva de volta ao nível pré-pandemia apenas no terceiro trimestre de 2023.

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