IMÓVEIS

Startup que facilita aluguel de imóveis planeja oferta de ações e avança no mercado pernambucano

A Housi protocolou pedido para IPO. Entre os objetivos está a ampliação do negócio para o mercado do Nordeste

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 02/09/2020 às 20:43
Notícia
Divulgação
Alexandre Frankel, da Housi - FOTO: Divulgação
Leitura:

A plataforma para aluguel de imóveis Housi registrou pedido para abertura de capital (IPO, na sigla em inglês). O objetivo é vender parte dos papéis de um acionista no mercado secundário, bem como levantar novos recursos para investir na compra de terrenos e lançamento de novos projetos, inclusive com foco no mercado de Pernambuco. 

A Housi, presidida pelo empresário Alexandre Frankel, contratou o CreditSuisse para coordenar a oferta junto com o Bank of America, UBS, Citigroup e Banco Safra. Criada em 2012 pela construtora Vitacon, a Housi tem imóveis próprios e de terceiros, feitos para gerar renda. A empresa possui mais de 92 unidades próprias e mais de 4,3 mil em construção. 

No Recife, a primeira Flagship da Housi, com todas as unidades administradas pela plataforma, será o empreendimento ToliveOne, da incorporadora pernambucana Tolive, capitaneada pelos engenheiros Felipe e Marina Pacífico. Nova no mercado, a Tolive entra na parceria focando em projetos segmentados por perfil dos moradores. Esse primeiro empreendimento será erguido na Ilha do Leite, área central do Recife, com previsão de lançamento para outubro. Junto com a Housi, provavelmente a Tolive toque o projeto de lançar 300 unidades até o fim de 2021. 

Empreendimentos

Em São Paulo, a Housi já atua fazendo a gestão de imóveis para locação. Em abril, ela lançou uma nova plataforma de gestão de locação de imóveis no Brasil, a Housi IRent, que garante ao proprietário do imóvel um valor fixo mensal, ainda que o imóvel não esteja alugado.

Os empreendimentos da Housi costumam incluir serviços de internet, água, energia elétrica, TV a cabo e limpeza, com preços que variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil por mês. Para além de São Paulo, a empresa chega a Pernambuco e mira também Fortaleza no Nordeste. No radar estão ainda Curitiba, Goiânia e Rio de Janeiro. 

Com a promessa de aluguel simplificado e totalmente digital para os moradores e rentabilidade aos investidores dos projetos, é possível alugar o imóvel por períodos curtos, com menos de 30 dias, ou por longas estadias. A companhia teve receita líquida de R$ 3,2 milhões de reais no primeiro semestre, o dobro do registrado um ano antes. Em 2019, recebeu um aporte de R$ 10 milhões da RedPoint Ventures. 

Comentários

Últimas notícias