ENERGIA

Empresa pernambucana pretende construir usina solar vendendo cotas aos investidores

A empresa já tem quatro pequenas plantas próprias construídas na área rural de Gravatá. A quinta unidade vai demandar um investimento de R$ 2 milhões

JC
JC
Publicado em 20/11/2020 às 20:17
Notícia

FOTO: DIVULGAÇÃO/ RR ENERGIA
O setor de energia solar cresce apesar da crise econômica. Estou otimista e espero triplicar minha produção este ano e triplicar também em 2021", diz Ruben Ribeiro, presidente da RR Energia e da SunFarm - FOTO: FOTO: DIVULGAÇÃO/ RR ENERGIA
Leitura:

A empresa SunFarm vai lançar no mercado, em janeiro do próximo ano, a opção de investir numa usina de geração solar, bastando que para isso seja feito um aporte a partir de R$ 10 mil. Será a quinta pequena usina solar que a empresa RR Energia vai implantar na área rural de Gravatá, no Agreste do Estado, e o empreendimento deve demandar um investimento de R$ 2 milhões. A empresa também faz a geração solar de energia remota para clientes que "compensam" isso na sua tarifa de energia e conseguem, dessa maneira, uma redução de até 15% do valor a ser pago na conta de luz.

"Os nossos clientes têm como se fossem um contrato de aluguel de uma geradora solar para aqueles atendidos pela Celpe. A energia produzida é transformada em créditos que, posteriormente, são abatidos na conta de energia", explica o presidente da RR Energia e da SunFarm, Ruben Ribeiro Bisneto. Segundo informações da empresa, essa "compensação" da energia gerada pelos créditos na conta de luz é interessante economicamente para quem paga uma conta que ultrapassa os R$ 1 mil por mês. Essa geração remota também é uma solução para quem não tem espaço para colocar as placas que produzem a energia solar. A redução na conta de luz ocorre porque o custo da energia gerada pela pequena usina solar sai mais barato do que o preço da (energia) fornecida pela distribuidora.

É a primeira vez que a empresa vai implantar uma usina com o sistema de cotas a serem bancadas por investidores. "A taxa de retorno financeiro deve ficar entre 13% e 15% ao ano. Os investidores vão comprar as cotas e ter um percentual no resultado da empresa", comenta o executivo.
As cotas poderão ser compradas pela plataforma Bloxs, que funciona como se fosse um crowdfunding, um tipo de funcionamento coletivo. "Tudo é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliarios (CVM). Quando o investidor colocar o dinheiro, o aporte fica numa instituição bancária e só vai ser disponibilizado para a SunFarm se for bem sucedido. Ou seja, se atingirmos o valor alvo da captação que é R$ 2 mihões", conta Ruben.

Otimista, o executivo acredita que a empresa vai vender, rapidamente, todas as cotas do empreendimento. "Primeiro, o retorno financeiro é acima dos existentes no mercado", cita. O segundo motivo, de acordo com o empresário, é o fato de que as outras quatro pequenas usinas da empresa "têm zero de vacância de clientes e zero de inadimplência". Nas quatro usinas instaladas na área rural de Gravatá, a empresa possui sete clientes que "consomem", de forma remota, quase tudo que é gerado. “Quem busca energia solar hoje são empresários ou comerciantes que querem diminuir o valor de suas contas de energia e investir numa fonte limpa”, argumenta Ruben. São clientes da empresa Asfora & Advogados Associados, D’leve, Drogafonte, Oka Gym, Empório BN, Temix Japa Food, entre outros.

PRÓXIMA PLANTA

A unidade a ser construída vai ter a capacidade para gerar até 626 megawatt-hora (MWh) por ano, energia suficiente para 522 casas populares que apresentem um consumo mensal de 100 kWh pelo período de um ano. O projeto irá gerar 20 empregos diretos. "Já temos contratados mais quatro clientes que vão dar conta de quase toda a capacidade de geração da usina a ser implantada", conta Ruben.

A primeira fase do novo empreendimento será a captação de investidores pela plataforma da Bloxs. O mesmo cliente pode comprar mais de uma cota. A segunda fase do projeto é a instalação dos painéis e geradores. E a terceira e última etapa , prevista para o segundo semestre de 2021, é o início da geração da energia e o "aluguel dos geradores" que resultam na compensação dos créditos concedida aos clientes da empresa na conta de luz.

“O setor de energia solar cresce apesar da crise econômica. Estou otimista e espero triplicar minha produção este ano e triplicar também em 2021”, argumenta. Nas quatro pequenas usinas, a atual produção da RR Energia em Gravatá é de 670 megawatts-hora (MWh) por ano, o que corresponde ao consumo de 558 casas populares com consumo mensal de 100 quilowatts-hora (kWh) durante um ano. Criada em 2018, a RR Energia tem como nome de fantasia SunFarm, que significa fazenda de sol. A empresa trabalha com locação de gerador fotovoltaico, venda e instalação de projetos solar de micro e mini geração distribuída, operação, manutenção e gestão de usinas fotovoltaicas e gestão de energia no mercado livre.

Comentários

Últimas notícias