Covid-19

Bares e restaurantes começam a se preparar para 11 dias de quarentena em Pernambuco

Através de nota, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) informou que torce para que uma "virada" ocorra durante o lockdown "para reduzir os níveis de ocupação nos leitos de hospitais"

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 15/03/2021 às 19:05
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Flexibilização das medidas restritivas tem início a partir da segunda-feira (19) - FOTO: YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
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O setor de bares e restaurantes de Pernambuco afirmou, nesta segunda-feira (15), que recebeu com preocupação o anúncio de que o Estado entraria em uma nova quarentena a partir do dia 18 de março. Através de nota, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) informou, contudo, que torce para que uma "virada" ocorra durante o lockdown "para reduzir os níveis de ocupação nos leitos de hospitais".

A expressão usada pela Abrasel faz alusão a um pronunciamento feito pelo governador Paulo Câmara (PSB) durante a tarde. No vídeo, o gestor fez um apelo para que a quarentena fosse o "momento de virada" dos pernambucanos com relação à covid-19. "Vamos fazer desses dias o nosso momento de virada, será difícil para o Estado inteiro, mas precisa ser um movimento realmente coletivo, e que estaremos juntos e conscientes para vencer o vírus e trazer de volta a paz, a tranquilidade, a esperança e ainda mais trabalho pelo futuro da nossa gente", pontuou o socialista.

No comunicado, o conselho de administração da Abrasel informou, ainda, quais ações pretende adotar no período para reduzir os impactos econômicos do fechamento. "Funcionaremos com modalidade de delivery, pegue e leve (takeaway) e drive thru. Esperamos passar por mais essa fase, que para nós é sempre longa e cheia de dificuldades para as empresas e seus colaboradores. Desejamos que tudo isso acabe rapidamente e que esses índices de contaminação e de ocupação dos leitos de hospitais voltem a níveis mais seguros para todos nós", declarou a entidade.

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De acordo com o governo estadual, durante o lockdown não poderão funcionar os serviços de "bares e restaurantes; shoppings e galerias comerciais; óticas; salas de cinema e teatros; academias; salão de beleza e similares; comércio varejista de vestuário, calçados, eletroeletrônicos e linha branca, cama, mesa e banho e produtos de armarinho; escolas e universidades (públicas e privadas); clubes sociais , esportivos e agremiações; práticas e competições esportivas; praias, parques e praças; ciclofaixas de lazer, eventos culturais e de lazer, além dos sociais. Igrejas e demais templos religiosos poderão abrir para atividades administrativas e para preparação e realização de celebrações via internet".

O decreto assinado pelo governador Paulo Câmara (PSB) não impede, contudo, o funcionamento dos serviços essenciais do Estado, como supermercados; padarias; farmácias; postos de combustíveis; petshop; clínicas, ambulatórios e similares; bancos e lotéricas; transporte público; indústrias, atacado e termoelétricas; construção civil; material de construção; materiais e equipamentos de informática; lojas de materiais e equipamentos agrícolas, oficinas e assistências técnicas e lojas de veículos.

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