MERCADO

Índice de Confiança da Construção cai pelo terceiro mês consecutivo

Segundo a Fundação Getúlio Vargas e o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) o índice de 88,8 pontos é o menor desde agosto de 2020

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 25/03/2021 às 14:58
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Segundo a FGV a queda da confiança foi resultado da percepção dos empresários sobre o momento presente e expectativas em relação aos próximos meses. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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O Índice de Confiança da Construção (ICST), do FGV IBRE, caiu 3,2 pontos em março, para 88,8 pontos, menor nível desde agosto de 2020 (87,8 pontos). Em queda a três meses consecutivos, o índice medido em médias móveis trimestrais caiu 1,7 ponto.

“Pelo terceiro mês consecutivo houve piora na avaliação da situação atual dos negócios. Contudo, o resultado de março mostra uma piora disseminada entre os diversos segmentos. Dessa forma, no primeiro trimestre do ano, os empresários percebem uma situação mais desfavorável que a do último trimestre de 2020, indicando uma deterioração do processo de recuperação”, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

Em março, a queda da confiança foi resultado da piora da percepção dos empresários na avaliação sobre o momento presente e da redução das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual recuou 2,2 pontos, ao passar de 90,0 pontos para 87,8 pontos. A queda foi influenciada pela piora do indicador de situação atual dos negócios e de nível de carteira de contratos, que recuaram 0,8 e 3,7 pontos, para pontos 90,7 e 85,0 pontos respectivamente. Ambos retornando ao menor nível desde setembro de 2020.

O Índice de Expectativas caiu 4,1 pontos, para 90,0 pontos, a quinta queda consecutiva. A piora das expectativas foi influenciada pelo aumento do pessimismo em relação a tendência dos negócios: o indicador caiu 5,1 pontos para 87,9 pontos, menor nível desde junho de 2020 (83,5 pontos). Além dele, o indicador que mede a demanda prevista diminuiu 2,9 pontos, para 92,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade da Construção cedeu 1,5 ponto percentual, para 71,8%. O resultado negativo deve-se à diminuição de 1,5 e 0,9 p.p. do Nível de Utilização de Mão de Obra e do Nível de Utilização  de Máquinas e Equipamentos.

LIMITAÇÕES

Desde setembro de 2020, a elevação dos preços dos materiais começou a ganhar relevância como fator limitador à melhoria dos negócios atingindo em março 27,1% das empresas do setor da construção. Dessa forma, passou a ser o segundo item mais mencionando entre os quesitos relacionados. Por sua vez, refletindo a piora na evolução da pandemia no país, houve expressivo aumento das assinalações dentro do quesito Outros, que se referem às dificuldades enfrentadas pela pandemia do Covid-19.

 

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