Privatizações

Você conhece as sete grandes empresas brasileiras que já foram privatizadas?

Governo Bolsonaro avança na privatização da Eletrobras, dentro do Programa de Parceria de Investimentos (PPI)

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 22/06/2021 às 17:01
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Vale foi privatizada em 1997 - FOTO: DIVULGAÇÃO
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A privatização das empresas brasileiras foi uma das bandeiras levantadas por Jair Bolsonaro ainda na eleição presidencial de 2018. A ideia era enxugar a máquina e reduzir custos, mas chegada da pandemia da covid-19 acabou colocando o plano de privatizações em banho maria. Agora, o governo volta a colocar o assunto em pauta, tentando agilizar a privatização da Eletrobrás.

A estratégia de vender estatais não é nova, tendo ganhado força entre 1991 e 2001, quando o governo brasileiro transferiu ao setor privado o controle de mais de cem empresas estatais, além de participações minoritárias em várias companhias. Nos leilões, foram gerados US$ 68 bilhões em receitas.

Conheça algumas das grandes estatais brasileiras que já foram privatizadas nas três últimas décadas:

Vale

Maior exportadora de minério de ferro do mundo na época, a Companhia Vale do Rio Doce foi privatizada em 1997. O valor da operação foi de US$ 3,3 bilhões, feita pelo consórcio Brasil — liderado pela CSN e pela Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), além de outros grupos com menor participação. Hoje, a Vale está no primeiro lugar na produção mundial de minério de ferro, pelotas e níquel. Protagonista das tragédias de Mariana e Brumadinho, a mineradora está com várias de suas barragens interditadas no país.

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Embraer foi privatizada em 1994 - Divulgação

Embraer

Criada no período da ditadura militar em 1969, a Embraer se tornou uma referência da indústria aeronáutica brasileira, com projeção internacional. A privatização aconteceu em 1994, pelo valor de R$ 265 milhões. No terceiro lugar entre as maiores fabricantes de jatos comerciais do mundo, a Embraer emprega 18 mil funcionários e atualmente passa por mudanças relevantes em sua estrutura, após a criação de uma joint venture com a Boeing.

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CSN foi privatizada em 1993 - Divulgação

CSN

Em 1993, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi adquirida pelo empresário Benjamin Steinbruch, do Grupo Vicunha. O processo foi longo, com batalhas jurídicas e polêmicas entre os defensores e opositores da privatização. Ao final, o governo Itamar Franco se desfez de 91% das ações que detinha na companhia e o valor da transação foi de R$ 1,2 bilhão. O grupo está presente em 18 estados brasileiros e também atua em dois outros países: Alemanha e Portugal.

Dibulgação
A privatização da Light aconteceu em 1996 - Dibulgação
 

Light

Hoje uma das três distribuidoras de energia elétrica no estado do Rio de Janeiro, a Light foi privatizada em 1996. A empresa foi arrematada por um consórcio de três multinacionais: Eletricité de France, AES Corporation e Reliant Energy.

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Usiminas foi privatizada em 1991 - Divulgação

Usiminas

O leilão de privatização da Usiminas, realizado em 1991, foi o que marcou o início do Programa Nacional de Desestatização (PND). A companhia foi escolhida, na ocasião, por ser considerada um atrativo para o setor privado. A aquisição foi feita pelo Grupo Gerdau.

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A privatização da Telebras foi a maior do Brasil, em 1998 - Divulgação
 

Telebras

Realizada em um leilão em 1998 na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, a privatização da Telemar foi a maior já ocorrida no Brasil. Arrecadou R$ 22 bilhões pelos 20% das ações em poder do governo na época. Para o leilão, a Telebras foi dividida em 12 empresas: três de telefonia fixa (Telesp, Tele Centro Sul e Tele Norte Leste), oito de telefonia celular (Telesp Celular, Tele Sudeste Celular, Telemig Celular, Tele Celular Sul, Tele Nordeste Celular, Tele Centro Oeste Celular, Tele Leste Celular e Tele Norte Celular) e uma de telefonia de longa distância (Embratel).

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Banespa foi leiloado em 2000 - Divulgação

Banespa

O Banco do Estado de São Paulo (Banespa) foi leiloado em 2000 por R$ 7,050 bilhões para o grupo espanhol Santander.

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