GERAÇÃO DISTRIBUIDA

Energia solar em casa? Saiba quem pode ter, quanto custa e onde financiar

No mercado, o avanço da tecnologia e a procura dos consumidores têm forçado um movimento de barateamento dos equipamentos e acesso ao crédito

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 25/06/2021 às 13:33
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CDHU
Painéis solares instalados em residência - FOTO: CDHU
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Com o custo da energia impactando o orçamento dos brasileiros, a procura por soluções que amenizam esse gasto não tem cessado. Uma das alternativas, a geração de energia solar fotovoltaica, já conta com 5.891 MW de potência instalada entre os consumidores de baixa tensão, sendo responsável por um movimento de flexibilização de bancos, fintechs e empresas especializadas nas linhas de crédito para financiar os equipamentos. O estímulo trouxe um crescimento de 28% em um ano no volume financiado, mas ter painéis solares não é apenas uma questão de dinheiro.

Para os clientes de baixa tensão, residências, pequenas empresas e indústrias, por exemplo, que pagam de R$ 300 a R$ 12 mil na conta de luz, a geração distribuída fotovoltaica é uma saída apontada para gerar a própria energia e reduzir o valor pago pelo consumo. No Brasil, segundo dados do começo deste mês de junho da Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar), 99,9% de todas as conexões de micro e minigeração distribuída são da fonte solar fotovoltaica, tendo ao todo 505.415 sistemas fotovoltaicos conectados à rede, com o segmento residencial respondendo por mais de 75%.

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Muitas famílias estão buscando estratégias para reduzir custos com itens como a energia - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

No mercado, o avanço da tecnologia e a procura dos consumidores têm forçado um movimento de barateamento dos equipamentos necessários para a geração, bem como impulsionado os caminhos de acesso ao crédito para financiar a compra. Mas o que levar em conta com tantas opções disponibilizadas?
De acordo com o consultor em Eficiência Energética do Senai-PE, Ricardo Chalegre, antes mesmo de chegar ao banco, uma série de fatores precisam ser avaliados.

“É preciso ver primeiro se você tem uma área útil disponível no telhado, sem sombreamento, e estrutura para suportar o peso adicional a ser colocado. Normalmente esse aval é dado por um engenheiro civil, e precisa ser feito antes mesmo da contratação de uma empresa para instalação. Deve-se levar em consideração um aumento de 18 kg por metro quadrado no seu telhado”, explica Chalegre.

IFPE PESQUEIRA/DIVULGAÇÃO
TRANSFORMAÇÃO Usina de energia solar do IFPE Pesqueira ganhará incentivo após vencer disputa - IFPE PESQUEIRA/DIVULGAÇÃO

Ainda segundo ele, depois do aval de um engenheiro, é preciso verificar se a área disponível vai suprir a necessidade de geração, considerando a quantidade de painéis necessários para atender a demanda de energia, o que pode ser feito através de simulações com empresas especializadas e o próprio Senai. “Depois disso ainda precisa avaliar a tecnologia, ponderando o custo/benefício dos equipamentos, pedir um orçamento e, só depois, correr atrás de um financiamento”, reforça o consultor do Senai-PE.

Tecnologia

Para a geração, são levadas em consideração duas tecnologias de inversores, que variam entre si em relação aos custos e tempo útil. “Temos inversores convencionais, que surgiram primeiro, e inversores com tecnologias mais avançadas. Os convencionais têm garantia entre cinco e 10 anos. de cinco a 10 anos. Já os microinversores, mais novos, têm garantias de dez anos, podendo se estender até 25 anos - são equipamentos que a garantia do fabricante é bem maior, a vida útil é superior e são mais seguros para fazer um financiamento a longo prazo”, resume.

Os inversores são responsáveis por fazer a conversão que possibilita o uso da energia elétrica gerada a partir da energia solar fotovoltaica. A diferença de preço entre os sistemas pode chegar ao 30%.
Segundo Chalegre, os equipamentos com a garantia menor são mais robustos, têm potencial maior, porém estão mais vulneráveis à queima por algum problema e podem facilmente parar de funcionar. Um microinversor é mais caro, mas se tiver um problema elétrico ele afeta um trecho pequeno do sistema, já que normalmente está conectado a uma ou duas placas do equipamento.

Financiamento Solar 02
Financiamento Solar 02 - Financiamento Solar 02

Financiamentos

Passada toda essa fase da avaliação e adequação para instalação e queira financiar a compra dos equipamentos, projeto e instalação, é hora de procurar uma instituição que forneça crédito com essa finalidade. Na contratação, além do custo do crédito em si, é preciso ter em mente todos os pontos elencados acima, além do prazo para alcançar o ponto de equilíbrio entre o custo de energia já pago atualmente e o valor das parcelas.

“Temos visto um aumento no número de linhas de financiamento e melhoria nas condições em diversos estados do País. Você consegue financiar e pagar a parcela do financiamento com a economia que tem na conta de luz. O que há de complicado ainda são algumas garantias pedidas, mas de forma geral isso tem melhorado. O custo do crédito tem variado já entre 0,79% ao mês para pessoa física e 0,74% para pessoa jurídica, com prazos até dez anos”, resume a vice-presidente de financiamento da Absolar, Camila Ramos.

Segundo especialistas, um financiamento de forma que o valor da parcela fique próximo da economia da conta chega à fase de equilíbrio geralmente quando parcelado entre 60 a 72 meses. “O mercado trabalha com preço de quilowatt hora pico (kWp instalado), esse valor varia muito de acordo com o dólar, mas podemos considerar o preço de R$ 4,5 mil para um sistema inverso centralizado e de R$ 5 mil a R$ 5,5 mil para microinversores. Esse preço considerando a aquisição do material, mão de obra, tudo pronto”, esclarece Chalegre.

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NORDESTE Empresa quer investiu R$ 5,6 bi para gerar 1,3 gigawatts na região - FOTO:RR ENERGIA/DIVULGAÇÃO
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TRANSFORMAÇÃO Usina de energia solar do IFPE Pesqueira - FOTO:IFPE PESQUEIRA/DIVULGAÇÃO
Financiamento Solar 02
Financiamento Solar 02 - FOTO:Financiamento Solar 02

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