RETOMADA

PIB de Pernambuco cresce 2,3% em maio deste ano; entenda porque isso é importante

Quando o PIB cresce, aumenta a geração de emprego e renda. Isso é muito importante depois da queda que todas as economias passaram por causa da pandemia

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 20/07/2021 às 14:57
Notícia
YACY RIBEIRO/ACERVO JC IMAGEM
Responsável por 75% da economia de Pernambuco, o setor de serviços está voltando a apresentar crescimento do seu PIB - FOTO: YACY RIBEIRO/ACERVO JC IMAGEM
Leitura:

O Produto Interno Bruto de Pernambuco (PIB) cresceu 2,3%, quando se compara maio de 2021 com abril deste ano, segundo informações da Agência Condepe-Fidem. Na comparação com maio do ano passado, o aumento do PIB estadual ficou em 11,5%, mas essa comparação se deu com uma base muito fraca, já que em maio do ano passado houve um decréscimo de 9,5% da economia do Estado devido à crise provocada pela pandemia. "A comparação de maio com abril deste ano demonstra uma tendência de recuperação, porque a pandemia provocou um grande baque na economia nos mesmos meses do ano passado", comentou o diretor de Estudos e Pesquisas Estatísticas da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima. Ele afirmou que a expectativa é de que o PIB estadual cresça mais de 3% este ano se continuarem evoluindo as condições mais favoráveis à retomada, como a vacinação de grande parte da população e a flexibilização com mais serviços voltando a funcionarem.

>> O PIB deve apresentar crescimento este ano. Mas o que isso de fato muda na sua vida ? 

Por que é importante o PIB voltar a crescer ? "Além de demonstrar o dinamismo da economia, o crescimento do PIB traz impacto na geração de emprego, que é necessária para a melhoria da renda de uma maneira geral", explicou Maurílio. É um ciclo vicioso, quando o PIB cresce são gerados mais empregos, a renda aumenta e o consumo também cresce, fazendo girar a roda da economia.
A notícia mais positiva dos números que compõem o PIB de maio foi a volta do crescimento de um setor responsável por 75% da economia pernambucana: os serviços que registraram um aumento de 2,0% na comparação de maio com abril, ambos deste ano. Nos últimos 12 meses, os serviços ainda estão com uma performance negativa de -0,4%. Foi o segmento mais atingido pela pandemia.

O PIB é composto por três grandes setores: serviços, indústria e agropecuária. A indústria também contribuiu muito para a recuperação de maio com um aumento de 2,7%, comparando maio com abril deste ano, e de 35,0% quando se compara maio último contra o mesmo mês do ano passado.

A agropecuária foi o único setor que decresceu com uma queda de 1,1%, na comparação de maio com abril do ano passado, embora tenha apresentado um incremento de 4,2% na comparação de maio último com o mesmo mês do ano passado. Em Pernambuco, o setor agropecuário foi o menos atingido pela crise sanitária.

O crescimento do PIB pernambucano no acumulado dos cinco primeiros meses do ano está em 5,6%, comparando com o mesmo período do ano anterior. " O que a gente espera é que a população complete a sua vacinação, não relaxe nas medidas de contenção ao coronavírus, porque se a pandemia piorar - além do impacto na saúde e vida das pessoa-, vai piorar também a economia", concluiu Maurílio.

Segundo ele, o segundo semestre tende a ser melhor em termos de crescimento, porque a chegada do verão e das férias têm impacto em vários estabelecimentos do setor terciário, como hotéis e restaurantes, contribuindo para uma retomada maior também do turismo, caso a pandemia esteja controlada.

PROBLEMA

O problema dos pequenos crescimentos do PIB no Brasil é que eles se tornaram somente uma recuperação às crises, se baseando principalmente no consumo. Para a economia crescer de forma sustentável no País tem que aumentar a produtividade com investimentos principalmente na área de educação e infraestrutura.

O último grande crescimento do PIB no Brasil e em Pernambuco ocorreu no ano de 2010 e foi baseado no crescimento do consumo. Divulgado pela Condepe/Fidem, o PIB mensal é um estudo preliminar e está sujeito a revisões mensais.  

Comentários

Últimas notícias