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Plano de Retomada de Pernambuco prevê investimentos de R$ 5 bilhões, dos quais R$ 2,4 bilhões ainda vão ser emprestados

O pacote prevê a geração de cerca de 130 mil empregos

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 03/08/2021 às 19:02
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Foto: Aloisio Moreira/ Divulgação: SEI
A inciativa privada elogiou o programa de Retomada lançado por Paulo Câmara (PSB) que elencou várias ações que vão ajudar o Estado a superar a crise da covid-19 - FOTO: Foto: Aloisio Moreira/ Divulgação: SEI
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O governador Paulo Câmara (PSB) lançou ontem o Plano Retomada com um pacote que inclui R$ 5 bilhões em investimentos públicos, estímulo à contratação de novos funcionários pelas empresas - com o Estado bancando R$ 550 por mês de até 20 mil empregos- ,além de incluir também novas linhas de crédito e capacitação para jovens. A expectativa é de que sejam gerados cerca de 130 mil empregos, dos quais 20 mil novas vagas terão a ajuda do Estado; 38 mil estarão em 258 obras públicas realizadas pelo governo de Pernambuco e 75 mil empregos pela iniciativa privada. Representantes da iniciativa privada elogiaram a iniciativa do governo do Estado. Dos R$ 5 bilhões a serem investidos pelo governo de Pernambuco, R$ 2,4 bilhões serão emprestados. 

>> Programa de geração de emprego de Paulo Câmara pagará metade do salário de funcionários de empresas por seis meses

"Neste plano de retomada buscamos avançar em ações em favor dos setores produtivos e da sociedade de maneira geral. É um plano ousado, mas possível de se fazer, tem coerência e bases fortes que passsa pelo reequilíbrio das contas públicas. É fundamental para a retomada da economia", resumiu o governador Paulo Câmara (PSB).

Do total a ser investido, R$ 2,6 bilhões são de recursos próprios do governo estadual e R$ 2,4 bilhões virão de empréstimos, os quais poderão ser realizados a partir de janeiro de 2022. Esses empréstimos terão a garantia da União. E o Estado só vai conseguir fazer este tipo de operação, porque fez um "ajuste nas contas públicas" com a sua capacidade de pagamento (capag) melhorada e reconhecida numa classificação dada pelo Tesouro Nacional, como explicou o secretário estadual da Fazenda, Décio Padilha. A expectativa do Estado é de que sejam investidos R$ 3,7 bilhões em 2022, que é ano eleitoral.

Todos os empregos contabilizados dentro do pacote de medidas são empresas que já tiveram protocolos de intenção assinados com o governo do Estado, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio. "O Brasil vai ter um momento de crescimento e o Estado que estiver melhor, vai gerar mais oportunidades. E sair deste tempo que é consequência da pandemia de uma forma diferente".

O Plano Retomada tem o foco em quatro eixos: investimento público, investimento privado, ambiente de negócios e pessoas e crédito. A iniiativa privada recebeu bem o pacote anunciado. "Estávamos precisando de uma reação desta. Há mais de ano que só escutamos falar de mortes, de hospitais cheios. É uma mensagem de esperança. Temos que trabalhar, ajudar, porque precisamos reverter a crise provocada pela covid-19. Chegu a hora de falar de outros assuntos que tragam resultado positivo para Pernambuco", comentou o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Pernambuco, Eduardo Catão.

O executivo considerou "importante" o Estado complementar o salário dos funcionários de novas contratações pelos próximos seis meses, como está previsto no Programa Emprego de Pernambuco, quando o Estado vai bancar R$ 550,00 dos novos funcionários contratados, incluindo até 20 mil novas vagas. "As empresas demitiram bastante e agora muito delas não têm como repor o funcionário porque está em dificuldade financeira", comentou. Os serviços que incluem o comércio, entretenimento, gastronomia, entre outros, foram muito impactadas pelas regras sanitárias impostas para evitar a contaminação pelo coronavírus.

Para participar deste programa, as empresas vão se cadastrar num aplicativo e colocar as informações no sistema da Agência estadual do Trabalho. Os critérios de enquadramento das empresas vão estar definidos no projeto de Lei que o governador encaminhou à Assembleia Legislativa de Pernambuco nesta terça-feira (03).

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) afirmou que "o pacote está bem estruturado e estamos torcendo para que aconteça tudo que foi anunciado". E acrescentou: "Pernambuco tem crescido em cima de atividades ligadas ao petróleo e ao setor automotivos. E algumas medidas contemplam setores que foram mais atingidos pela covid, como bares, restaurantes, hoteis que foram muito prejudicados pela covid-19", afirmou se referindo ao Programa Emprego de Pernambuco. Para ele, o desafio agora é saber como vai ser o operacional desta iniciativa.

Ele também comentou sobre as 100 mil pessoas que devem ser capacitadas dentro da iniciativa. "É importante que sejam em setores demandados pelas empresas", comentou, argumentando que tem muita coisa do pacote que "vamos saber quando for ser executado". E argumentou: "Achamos a iniciativa excelente como programa. E, no que puder, o sistema S vai contribuir. Estamos aqui pra ajudar".

OBRAS PÚBLICAS

As obras públicas a serem realizadas pelo Estado são 258 espalhadas em 130 municípios. As principais são: a triplicação da BR-232 até a BR-408, a reconstrução da BR-232 até Caruaru, o Arco Metropolitano - um ramal que ligaria a Mata Norte a Suape sem passar pelos congestionamentos da BR-101, quatro aeródromos (em Garanhuns, Caruaru, Serra Talhada e Araripina) , plano de requalificação das estradas, que inclui a PE-17, a PE-18, o acesso a Muro Alto, a PE-60, a PE do gesso e a PE das cebolas, entre outras. Parte deste investimento começa no segundo semestre deste ano. Essas obras devem gerar 38 mil vagas de empregos.

O pacote também incluiu a geração de 75 mil empregos por empresas privadas que se instalaram recentemente ou estão em processo de instalação em Pernambuco. Durante a apresentação para a impresa, foi citada nominalmente cada uma dessas empresas, incluindo quatro fornecedora da Jeep que estão se implantando em cidades pernambucanas.

O Estado também contratou uma consultoria para ajudar o Estado a melhorar o ambiente de negócios e adotar medidas desburocratizadoras com relação à abrir um negócio em Pernambuco. No relatório Doing Business do ano passado o Estado teve uma péssima colocação. Também foram anunciadas várias medidas de crédito que estarão disponíveis a partir da próxima segunda-feira na Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE).

 

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