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Em busca de melhoria na competitividade, Porto de Suape investe R$ 59 milhões em obras de infraestrutura

Obras são, principalmente, de manutenção e requalificação da infraestrutura do complexo portuário

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 18/08/2021 às 10:53
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DIVULGAÇÃO/PORTO DE SUAPE
Obras no molhe no Porto de Suape - FOTO: DIVULGAÇÃO/PORTO DE SUAPE
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A administração do Porto de Suape prevê investimento de R$ 59 milhões em obras de manutenção e requalificação da infraestrutura do complexo portuário, com intuito de garantir mais eficiência, agilidade e segurança nas atividades.

Entre as intervenções em andamento estão a restauração estrutural do molhe que protege o porto externo (área que abriga quatro píeres e o Cais de Múltiplos Usos (CMU), para operação de carga e descarga); recuperação do Píer de Granéis Líquidos (PGL-2), das vias portuárias (drenagem e pavimentação), nivelamento do fundo do mar a e construção de nova torre de controle (base local onde é realizada a gestão do tráfego das embarcações).

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“Queremos aumentar o volume de cargas, trazer mais agilidade e automação para quem realiza as operações rotineiras. As obras de melhoria e de infraestrutura são essenciais para o bom funcionamento da máquina portuária. Tudo isso aliado a planos estratégicos baseados nas metodologias de inovação, que dará salto qualitativo com a parceria recente com um dos maiores centros de pesquisa do Brasil, o Cesar, que funciona no Porto Digital”, afirma o diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão.

Obras

DIVULGAÇÃO/PORTO DE SUAPE
Troca de defensa no Porto de Suape - DIVULGAÇÃO/PORTO DE SUAPE

A maioria das obras já está em andamento, com prazo de conclusão previsto para o final do ano, entretanto, algumas intervenções terão início neste segundo semestre, como a construção da nova torre de controle.

“É um projeto que dará maior conforto, modernidade e celeridade ao trabalho desenvolvido pela equipe que atua no controle de entrada e saída de navios. Foi concebido a partir de um modelo escolhido pelos funcionários em votação interna. A estrutura terá 269,40 metros quadrados de área, com três pavimentos, divididos em várias salas, como a de controle de tráfego, de coordenação, de administrativa, de arquivo e da tecnologia da informação, além de espaço para a praticagem, mirante, estacionamento, copa, vestiário, banheiros, área de convivência dos funcionários, depósito e guarita”, revela o diretor de Engenharia de Suape, Cláudio Valença.

Neste mês, o Píer de Graneis Líquidos 3 (PGL-3), responsável por operações de petróleo, diesel e de gás de cozinha, além das operações ship to ship (transferência de cargas de navio para navio), recebeu a troca de duas defensas, peças responsáveis por absorver o impacto da embarcação durante a atracação no cais.

O PGL-3 é dividido em A e B, sendo o segundo mais próximo do final do molhe de abrigo e, por isso, a troca da defensa ocorreu com um plano de logística que içou a peça pelo mar. No total, há 72 equipamentos do tipo no porto e a manutenção acontece no prazo de até 18 meses. Até o final do ano, mais 20 defensas serão substituídas. Troca de boias de sinalização e recuperação de itens como os cabrestantes de atracação dos PGLs são outras intervenções em curso. Haverá, ainda, manutenção da sinalização náutica dos cabeços e píeres do porto.

Transnordestina

Hoje, o Governo de Pernambuco tentou reverter a decisão do governo federal de manter, apenas, o ramal da Ferrovia Transnordestina que leva ao Porto de Pecém, no Ceará. O projeto inicial tem, também, um ramal para Suape, porém, segundo o Ministério da Infraestrutura, no momento, é inviável seguir com o trecho pernambucano.

Em reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em Brasília na segunda-feira (16), o governador Paulo Câmara obteve a confirmação de que o trecho da Transnordestina entre Custódia e o complexo portuário sairá do papel.

O ministro disse ao governador que o trecho da linha que vai da cidade de Custódia, no Sertão, até Suape será desmembrado da atual concessão, e o Estado poderá finalizar a obra por meio de uma nova concessão. Ou seja, o trecho deixará de fazer parte da concessão à TLSA.

O ministro também garantiu que a Ilha de Cocaia será retirada da poligonal do Porto Organizado de Suape, o que facilitará sua utilização como terminal de uso privativo para exportação de minérios.

A administração de Suape acredita que Pernambuco precisa ter conexão com outras estruturas, como a Ferrovia Norte-Sul, a Ferrogrão para poder continuar tendo competitividade e para que o Nordeste não fique isolado economicamente do restante do Brasil.

“O ministro deixou claro que sua declaração anterior, de que apenas o Ramal de Pecém da Transnordestina seria concluído, se referia ao que vai permanecer dentro do contrato de concessão com a TLSA. A intenção do Governo Federal é retirar o Ramal de Suape do contrato existente e liberar o trecho para que possamos fechar uma nova concessão”, afirmou Paulo Câmara.

DIVULGAÇÃO/PORTO DE SUAPE
Troca de defensa no Porto de Suape - FOTO:DIVULGAÇÃO/PORTO DE SUAPE

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