RETOMADA

Serviços cresceram 4,1% em julho em Pernambuco, diz IBGE

O crescimento foi puxado pelos serviços prestados às famílias que registrou uma alta de 154,8% em julho deste ano, comparando com o mesmo período do ano anterior

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 14/09/2021 às 13:11
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Os bares e restaurantes fazem parte do setor de serviços que foi muito impactado pela pandemia do novo coronavírus - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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Os serviços consumidos pelas famílias aumentou 154,8% em Pernambuco em  julho último, comparando com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografa e Estatítica (IBGE). Isso ajudou no crescimento de 4,1% registrado pelo setor em julho último em Pernambuco, comparando com o mesmo mês do ano anterior. É importante esta retomada porque mais de 70% da riqueza gerada no Estado vem deste setor. O crescimento dos serviços em Pernambuco foi o segundo maior percentual do país, atrás apenas de Alagoas (5,4%) e superior à média brasileira (1,1%).

>> Quatro entre oito atividades do varejo crescem em julho ante julho de 2020

Os serviços prestados às famílias também são importantes, porque englobam vários setores que geram muitos empregos como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, espetáculos de artes cênicas e atividades esportivas em geral. Também estão incluídas as atividades turísticas que registraram um crescimento de 9,5%, o melhor desempenho entre os 12 Estados pesquisados mesmo em período de baixa temporada. 

Com o resultado, o setor de serviços chega à terceira alta consecutiva e supera, pela primeira vez, os números da pré-pandemia, com 3,1 pontos percentuais acima do índice de fevereiro de 2020. No entanto, a categoria ainda está 19,5% abaixo do recorde histórico, alcançado em maio de 2012 e fevereiro de 2013, quando a economia de Pernambuco e do Brasil estavam mais aquecidas.

Na comparação entre julho de 2021 e o mesmo período do ano passado, Pernambuco teve uma alta de 25,8% no volume de serviços, explicada pela baixa base de comparação ocasionada
pela disseminação da pandemia em 2020, quando muitos estabelecimentos estavam fechados devido às restrições sanitárias para tentar conter a contaminação pelo novo coronavírus. Este percentual é o sexto maior do país e também está acima da média nacional, de 17,8%.

Por outro lado, a variação acumulada de janeiro a julho no Estado foi de 8,4%, inferior à porcentagem brasileira (10,7%). Já na variação acumulada dos últimos 12 meses, Pernambuco foi uma das oito localidades nas quais houve retração, com queda discreta de 0,4%, enquanto o Brasil teve variação positiva de 2,9%.

ATIVIDADES

Das cinco atividades de serviços pesquisadas pela PMS, apenas o setor de outros serviços, que
inclui a compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e
gestão de resíduos sólidos apresentou queda em julho deste ano, de 1,1%, em comparação ao
mesmo período do ano passado. Foi o primeiro recuo após quatro meses de altas significativas.

Em Pernambuco, o maior avanço ficou com os serviços prestados às famílias, que incluem
23 segmentos, como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, espetáculos de artes cênicas
e atividades esportivas em geral, cuja alta foi de 154,8%. “Isso se explica pelas características
da atividade, que requer contato físico do consumidor para a prestação de serviços. A
amenização dos números da pandemia permitiu uma maior movimentação no setor”, explica a
gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita.

As demais categorias tiveram expansão menos intensa. Os serviços profissionais, administrativos e complementares e os Transportes, serviços auxiliares aos transportes e
correio tiveram o mesmo percentual de aumento: 23,9%. Já os serviços de informação e
comunicação subiram 7,7% em julho de 2021 frente a julho de 2020.

Quando se compara a variação acumulada em 2021 com o mesmo período do ano anterior, os
serviços prestados às famílias também estiveram na frente, com 32,7%, seguidos pelos
transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (8,8%); outros serviços (7,6%); serviços profissionais, administrativos e complementares (5,8%) e serviços de informação e
comunicação (1,8%).

No entanto, a situação se inverte na variação acumulada de 12 meses: os serviços prestados
às famílias têm o pior desempenho (-7,2%), junto com os Serviços profissionais,
administrativos e complementares (-2,6%). Os serviços de informação e comunicação tiveram
números próximos à estabilidade (0,1%) e os de transportes, serviços auxiliares aos transportes e
correios apresentaram uma leve alta, de 0,5%. Apenas o setor de Outros serviços registrou
avanço mais expressivo, de 11,4%.

TURISMO

Pernambuco teve maior alta no volume de atividades turísticas em julho entre as 12
localidades pesquisadas pela PMS. A atividade teve alta de 9,5% no Estado em julho frente ao mês de junho, o melhor desempenho entre as 12  unidades da federação pesquisadas mesmo em período de baixa temporada. Com o resultado, o segmento ficou apenas 1,4 ponto percentual abaixo de
fevereiro de 2020, no pré-pandemia.

Os outros dois representantes do Nordeste no levantamento, Bahia e Ceará, também tiveram índices positivos, de 6,1% e 0,9%, respectivamente. A média brasileira, por sua vez, foi de 0,5%. A menor porcentagem foi a de Goiás, com retração de 1,9%.

Pernambuco teve, ainda, o terceiro maior aumento do país em julho de 2021 na comparação
com o mesmo mês de 2020 (144,8%), atrás apenas da Bahia (271,7%) e do Rio Grande do Sul
(150,7%). No Brasil, essa recuperação foi menos intensa, mas ainda significativa, com alta de
83%.

Na variação acumulada de janeiro a julho, Pernambuco também ficou em terceiro lugar, com
avanço de 6,1%, atrás de Goiás (38,7%) e Bahia (33,2%). O Brasil teve um aumento menos
expressivo, de 13,1%. Já na variação acumulada dos últimos 12 meses, todos os estados
pesquisados, exceto Goiás, apresentaram queda no volume de atividades turísticas.
Pernambuco recuou 5,7%, enquanto a retração do Brasil foi de 13,2%.

 

 

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